Programa “Move Agrícola” busca ampliar acesso a equipamentos, mas lideranças do agro apontam limitações
Durante a abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou uma nova linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada ao financiamento de máquinas e implementos agrícolas. A iniciativa integra a estratégia do governo federal para estimular investimentos no campo e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro.
Programa aposta na modernização do parque de máquinas
Batizado de “Move Agrícola”, o programa foi estruturado para facilitar a aquisição de equipamentos como tratores, colheitadeiras e pulverizadores. A proposta é renovar o parque de máquinas no país, elevando a eficiência das operações e reduzindo custos de produção.
De acordo com o governo, os recursos devem começar a ser liberados em até três semanas, com condições de financiamento mais atrativas e juros inferiores aos praticados no mercado. A operação será coordenada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação de bancos públicos, cooperativas e instituições financeiras privadas.
Um dos diferenciais anunciados é a possibilidade de cooperativas agrícolas acessarem diretamente o crédito, ampliando o alcance da política. A medida também se conecta a outras ações já em andamento, como o Plano Safra e programas de incentivo à inovação e à indústria nacional.
Medidas incluem renegociação de dívidas rurais
Além da nova linha de crédito, o governo indicou que pretende lançar um programa voltado à renegociação de dívidas do setor rural. A proposta deve atender tanto produtores inadimplentes quanto aqueles com pagamentos em dia, com o objetivo de ampliar a capacidade de investimento nas propriedades.
Outras iniciativas estão em discussão, incluindo ajustes no seguro rural, mudanças tributárias e ações para fortalecer a competitividade do agronegócio, especialmente no mercado internacional.
Reação do setor aponta desafios estruturais
Apesar da sinalização de novos recursos, representantes do setor agropecuário manifestaram críticas à proposta. Entre os principais pontos levantados está o volume considerado insuficiente diante da demanda por crédito no campo, sobretudo em um contexto de juros ainda elevados.
Lideranças também destacam que o financiamento de máquinas, embora relevante, não resolve entraves estruturais enfrentados pelos produtores. Entre eles estão o custo do crédito rural, limitações no seguro agrícola e problemas logísticos que impactam a produção e o escoamento.
Outro aspecto citado é a necessidade de maior previsibilidade nas políticas públicas. Segundo o setor, planejamento de longo prazo depende de regras mais estáveis e de instrumentos consistentes de apoio à produção.
Conclusão
O anúncio do programa “Move Agrícola” durante a Agrishow 2026 representa mais um esforço do governo federal para estimular investimentos e modernizar o setor agropecuário brasileiro. Com a previsão de R$ 10 bilhões em crédito, a iniciativa busca incentivar a renovação do parque de máquinas, ampliar o acesso a tecnologias e melhorar a eficiência produtiva no campo.
Ao mesmo tempo, a reação do setor evidencia que a medida, embora relevante, está inserida em um contexto mais amplo de desafios estruturais. O volume de recursos, considerado limitado por representantes do agronegócio, levanta questionamentos sobre a capacidade do programa de atender à demanda existente, especialmente em um cenário de custos financeiros elevados.
A inclusão de cooperativas como beneficiárias diretas do crédito e a articulação com instituições como a Finep indicam uma tentativa de ampliar o alcance da política e diversificar os canais de financiamento. Paralelamente, a proposta de renegociação de dívidas e a discussão sobre seguro rural e competitividade mostram que o governo sinaliza ações complementares para fortalecer o setor.
Do ponto de vista econômico, a modernização do maquinário agrícola é um fator estratégico para manter o Brasil competitivo no mercado global, reduzindo perdas e aumentando a produtividade. Nesse sentido, programas de crédito direcionado podem ter impacto relevante no curto prazo, especialmente para produtores que buscam обновação tecnológica.
Para os próximos meses, a efetividade do “Move Agrícola” dependerá da rapidez na liberação dos recursos, das condições reais de financiamento e da adesão por parte dos produtores e cooperativas. Também será determinante observar como a iniciativa se integra a outras políticas agrícolas e se conseguirá evoluir em escala para atender às necessidades do setor. O desdobramento dessas ações deverá indicar se o programa terá impacto estrutural ou se atuará de forma mais pontual dentro da dinâmica do agronegócio brasileiro.
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