Setor registra recuperação após queda no ciclo anterior, com avanço de cerca de 3% em reais
O mercado brasileiro de defensivos agrícolas apresentou reação na safra 2024/25 e movimentou aproximadamente R$ 98,7 bilhões. O resultado indica retomada após a retração observada no ciclo anterior e reforça a relevância do segmento dentro do agronegócio nacional.
Recuperação após forte retração
O crescimento registrado na última safra representa uma inflexão no desempenho do setor. Em 2023/24, o mercado havia sofrido uma queda expressiva, com recuo de cerca de 13% em reais. Naquele período, o faturamento atingiu R$ 95,9 bilhões, após ter superado a marca de R$ 110 bilhões na safra 2022/23.
A retração foi influenciada principalmente pela forte redução nos preços dos insumos. Mesmo com expansão da área cultivada e maior intensidade de uso nas lavouras, a queda média nos valores dos defensivos — que chegou a aproximadamente 79% — pressionou a receita do setor.
Desempenho em reais e em dólar segue direções opostas
Apesar da recuperação no mercado interno, os resultados em moeda estrangeira indicam um cenário diferente. Em dólar, o faturamento do setor caiu cerca de 7%, passando de US$ 19,4 bilhões para aproximadamente US$ 18,1 bilhões.
Esse movimento está diretamente relacionado à variação cambial. Durante o período analisado, a cotação média do dólar subiu de R$ 4,94 para R$ 5,46. Com isso, mesmo com aumento nominal em reais, o valor convertido para a moeda norte-americana apresentou retração.
Área plantada e manejo sustentam crescimento
O avanço do mercado foi sustentado por fundamentos produtivos consistentes. A área plantada cresceu cerca de 2%, enquanto o nível de manejo nas lavouras permaneceu elevado, com maior frequência de aplicações de defensivos.
Culturas estratégicas, como soja e milho, continuaram liderando a demanda por esses insumos. Outro indicador relevante foi a expansão da área potencial tratada, que considera o número de aplicações por hectare. Esse índice atingiu cerca de 2,39 bilhões de hectares, evidenciando o uso intensivo de tecnologias agrícolas.
Histórico recente aponta volatilidade
O comportamento do mercado de defensivos nos últimos anos revela um cenário de alta volatilidade. Entre as safras 2020/21 e 2022/23, o setor registrou forte crescimento, impulsionado pela elevação global dos preços e por restrições na oferta, associadas a gargalos na cadeia produtiva internacional.
Nesse intervalo, o faturamento avançou de cerca de R$ 61,4 bilhões para mais de R$ 110 bilhões. Posteriormente, com a recomposição da oferta e acomodação dos preços, ocorreu um ajuste significativo, resultando na queda observada na safra 2023/24.
Perspectivas para o próximo ciclo
Para a safra 2025/26, as projeções indicam uma expansão mais consistente do mercado, com crescimento estimado em torno de 8% em valor. Esse avanço deve ser impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada e pela continuidade da intensificação do manejo agrícola.
A tendência é que culturas como soja e milho permaneçam como principais motores da demanda, mantendo o Brasil entre os maiores mercados globais de defensivos agrícolas.
Conclusão
O desempenho do mercado de defensivos agrícolas na safra 2024/25 reflete um cenário de recuperação após um período de forte ajuste, evidenciando a capacidade de adaptação do setor diante de oscilações de preços e mudanças no ambiente econômico. O crescimento de cerca de 3% em reais, mesmo após uma queda significativa no ciclo anterior, mostra que os fundamentos produtivos — como expansão da área plantada e intensificação do manejo — continuam sustentando a demanda por insumos no campo.
Por outro lado, a retração em dólar revela a influência direta do câmbio sobre os resultados do setor. A valorização da moeda norte-americana frente ao real reduz o desempenho quando analisado sob uma perspectiva internacional, destacando a dependência do mercado brasileiro em relação a variáveis macroeconômicas globais.
O histórico recente também reforça o caráter cíclico desse segmento. Após um período de forte expansão impulsionado por restrições de oferta e alta nos preços internacionais, o mercado passou por uma correção relevante, antes de iniciar um novo movimento de recuperação. Essa dinâmica exige planejamento estratégico por parte dos produtores e das empresas, especialmente em relação à gestão de custos e à aquisição de insumos.
As perspectivas para a safra 2025/26 indicam continuidade do crescimento, com expectativa de avanço mais robusto. Esse cenário está ligado à manutenção da expansão agrícola no país e à necessidade de preservar a produtividade diante de desafios fitossanitários constantes. Nesse contexto, culturas como soja e milho devem seguir como pilares do consumo de defensivos.
Ao mesmo tempo, o setor permanece fortemente condicionado a fatores externos, como variações cambiais, custos logísticos, preço do petróleo e disponibilidade global de insumos. Eventos geopolíticos recentes e oscilações no mercado internacional têm levado produtores a antecipar compras como estratégia de proteção contra aumentos de preços.
Diante desse quadro, o futuro do mercado de defensivos no Brasil dependerá da capacidade de equilibrar custos, garantir acesso a insumos e manter níveis elevados de tecnologia no campo. A evolução do setor continuará sendo influenciada tanto por decisões internas quanto por fatores globais, exigindo monitoramento constante e adaptação por parte de todos os agentes da cadeia produtiva.
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