Produtores que não fizeram a declaração obrigatória podem enfrentar restrições para movimentar animais e emitir documentos sanitários.
A campanha de atualização de rebanhos do primeiro semestre de 2026 foi encerrada no dia 14 de junho em São Paulo. Coordenada pela Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, a ação é obrigatória para milhares de produtores rurais e tem papel fundamental na manutenção da sanidade animal. Quem não realizou a atualização dentro do prazo pode sofrer restrições, incluindo o bloqueio da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).
Declaração é obrigatória para diversas criações
A atualização cadastral abrange propriedades que possuem bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, organismos aquáticos, colmeias de abelhas e bichos-da-seda.
O objetivo é manter os registros do Estado sempre atualizados, permitindo que os órgãos de defesa sanitária acompanhem a evolução dos rebanhos e atuem com rapidez em casos de doenças ou emergências sanitárias.
Segundo a Defesa Agropecuária, informações precisas sobre os animais existentes em cada propriedade são essenciais para garantir a rastreabilidade da produção e fortalecer os programas de vigilância sanitária.
Falta de atualização pode trazer prejuízos ao produtor
Os pecuaristas que deixaram de cumprir a obrigação podem enfrentar consequências que afetam diretamente a rotina da propriedade.
Entre as principais restrições está a impossibilidade de emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte legal de animais entre fazendas, leilões, exposições, frigoríficos e outros destinos.
Sem a GTA, o produtor fica impedido de realizar diversas operações comerciais e logísticas, o que pode gerar atrasos, prejuízos financeiros e dificuldades na comercialização dos animais.
Além disso, a legislação sanitária prevê medidas administrativas para propriedades que permanecem com cadastro desatualizado.
GEDAVE facilitou o envio das informações
Durante a campanha, os produtores puderam realizar a declaração pela internet por meio do sistema GEDAVE ou presencialmente nas unidades regionais da Defesa Agropecuária.
A estratégia buscou ampliar a participação dos criadores e reduzir dificuldades no processo de atualização cadastral.
Dados divulgados pelo órgão indicaram que aproximadamente 83% dos bovídeos do estado já haviam sido declarados até os últimos dias da campanha. No entanto, apenas cerca de 65% das propriedades tinham atualizado seus saldos de animais, cenário que levou as autoridades a reforçarem os alertas, principalmente aos pequenos produtores.
Fundesa-PEC passa a integrar a campanha sanitária
Uma das principais novidades deste ano foi a inclusão da contribuição ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC).
Produtores de bovinos e bubalinos passaram a contribuir com o fundo, criado para fortalecer a capacidade de resposta do setor diante de possíveis emergências sanitárias.
Em 2026, a contribuição foi estabelecida em R$ 1,076 por animal declarado. Até o encerramento da campanha, a arrecadação já havia ultrapassado R$ 9,8 milhões, recursos destinados ao fortalecimento das ações de defesa sanitária no estado.
Conclusão
Fundo ajuda a proteger a pecuária paulista
O Fundesa-PEC tem como principal função garantir recursos para situações emergenciais envolvendo doenças de grande impacto econômico, como a febre aftosa.
Caso seja identificado um foco da enfermidade, medidas rigorosas podem ser adotadas para conter a disseminação do vírus, incluindo o abate sanitário de animais. Nessas situações, os recursos do fundo podem ser utilizados para auxiliar na indenização dos produtores afetados.
Especialistas da área sanitária destacam que a atualização periódica dos rebanhos é uma das ferramentas mais importantes para preservar o status sanitário de São Paulo e manter a confiança dos mercados compradores.
A manutenção de cadastros atualizados permite respostas mais rápidas diante de ameaças à pecuária, fortalece a defesa agropecuária e contribui para a competitividade dos produtores paulistas nos mercados nacional e internacional. Para os criadores que ainda não regularizaram sua situação, o momento é de procurar os órgãos responsáveis e verificar as medidas necessárias para evitar restrições futuras.
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