Piscicultura brasileira teme prejuízos nas exportações e cobra ação do governo federal
A nova suspensão parcial das importações de proteína animal brasileira pela União Europeia gerou reação imediata da piscicultura nacional. A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) afirmou que o setor de criação de peixes está sendo prejudicado por questões ligadas ao controle de antimicrobianos na pecuária, sem relação direta com a produção aquícola brasileira.
Piscicultura contesta inclusão do pescado na suspensão
Segundo a Peixe BR, a produção brasileira de peixes cultivados segue padrões sanitários e sistemas de rastreabilidade compatíveis com as exigências internacionais. A entidade argumenta que não existem irregularidades na piscicultura que justifiquem a restrição aplicada pelo bloco europeu.
Para o setor, a medida acaba atingindo produtores que mantêm controles sanitários rigorosos e investem continuamente em qualidade. A preocupação é maior porque a aquicultura brasileira vinha ampliando sua presença internacional nos últimos anos.
Na avaliação da entidade, a decisão cria um cenário de insegurança justamente em um momento de expectativa positiva para retomada das vendas externas ao mercado europeu.
Histórico de embargos preocupa produtores
A piscicultura relembra que situação parecida ocorreu em 2018, quando problemas relacionados à pesca extrativa brasileira resultaram em restrições impostas pela Europa. Na época, a aquicultura também foi incluída nas medidas, mesmo sem ser alvo das inconformidades apontadas pelas autoridades europeias.
O episódio deixou marcas no setor, principalmente entre produtores que dependiam das exportações. Muitos investimentos foram desacelerados naquele período devido à incerteza comercial.
Agora, representantes da cadeia produtiva temem que o novo bloqueio provoque impactos semelhantes, afetando frigoríficos, cooperativas e pequenos produtores integrados à atividade.
Mercado europeu era visto como estratégico
O setor aguardava uma missão técnica da União Europeia prevista para os próximos meses. A visita era considerada importante para discutir a retomada e ampliação do comércio de pescado brasileiro no continente europeu.
Além do potencial de consumo, o mercado europeu é visto como estratégico por agregar valor aos produtos exportados. A abertura de novos canais comerciais poderia ampliar a rentabilidade da cadeia aquícola nacional.
Para o produtor rural, especialmente na agricultura familiar, a expansão das exportações representa mais oportunidades de venda e fortalecimento da renda no campo.
Setor vê avanço de barreiras comerciais
Representantes da piscicultura também avaliam que o cenário internacional está mais protecionista. Segundo a Peixe BR, barreiras sanitárias têm sido utilizadas em meio às negociações comerciais envolvendo o acordo entre Mercosul e União Europeia.
A entidade entende que questões técnicas acabam se misturando com interesses econômicos e políticos, criando dificuldades adicionais para os exportadores brasileiros.
Esse ambiente exige atenção constante do setor produtivo e maior atuação diplomática para evitar perdas comerciais em mercados considerados estratégicos.
Produtores cobram reação do governo
A Peixe BR pediu atuação mais firme do governo federal e do Ministério da Agricultura para tentar reverter a suspensão e evitar novos prejuízos à cadeia produtiva.
Segundo o setor, a piscicultura brasileira vem aumentando investimentos em tecnologia, manejo sanitário e geração de empregos. Por isso, a entidade defende que a atividade não deve ser penalizada por problemas que não envolvem diretamente a produção de peixes cultivados.
Além da defesa comercial, produtores pedem mais segurança jurídica e previsibilidade para continuar investindo na expansão da atividade.
Conclusão
A nova suspensão da União Europeia acende um alerta para a piscicultura brasileira, que vinha apostando na ampliação das exportações como caminho para crescimento do setor.
Enquanto o governo tenta negociar soluções, produtores precisam manter foco em qualidade, rastreabilidade e biosseguridade, fatores que seguem sendo decisivos para garantir competitividade no mercado internacional.
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