Aumento das aplicações reflete maior pressão de pragas e desafios no manejo das lavouras
A área potencial tratada com defensivos agrícolas no Brasil cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo levantamento da Kynetec Brasil, realizado a pedido do Sindiveg, o avanço corresponde a cerca de 59 milhões de hectares adicionais no indicador, que chegou a aproximadamente 1,2 bilhão de hectares entre janeiro e junho. Para o produtor, os números mostram a importância crescente do manejo fitossanitário diante da pressão de pragas e das condições encontradas nas lavouras.
Área potencial tratada não representa terras físicas
O número de 1,2 bilhão de hectares precisa ser interpretado com atenção. A metodologia utilizada no levantamento considera a chamada Área Potencial Tratada (PAT), que leva em conta as aplicações realizadas e os produtos utilizados durante o ciclo das culturas.
Isso significa que uma mesma propriedade ou área agrícola pode aparecer mais de uma vez na contabilização. Portanto, o indicador não corresponde à soma da área territorial existente no país, mas procura medir a intensidade potencial das operações de proteção das lavouras.
Para o produtor rural, essa diferença é importante porque o crescimento de 5% não deve ser interpretado simplesmente como uma expansão equivalente da área cultivada no Brasil.
Volume de defensivos também avançou
Além do aumento da área potencial tratada, o volume total de defensivos utilizados apresentou crescimento de 4,5% no primeiro semestre, na comparação com os seis primeiros meses de 2025. Os dados são do levantamento da Kynetec Brasil encomendado pelo Sindiveg.
O cenário ocorreu em meio à maior pressão de algumas pragas, principalmente lagartas, percevejos e mosca-branca. A soja esteve entre as culturas que enfrentaram esse tipo de desafio, especialmente em momentos do ciclo que exigiram maior atenção ao controle.
Segundo o Sindiveg, as condições climáticas e as dificuldades observadas no final da safra de verão 2025/26 contribuíram para aumentar a necessidade de proteção das plantas. O período analisado também engloba o início e o desenvolvimento das culturas de segunda safra, como milho e algodão.
Milho lidera participação na área potencial tratada
Entre as culturas avaliadas, o milho apresentou a maior participação na área potencial tratada durante o primeiro semestre de 2026, com 35%. A soja apareceu em seguida, com 29%, enquanto o algodão respondeu por 14%.
O levantamento também registrou participação de pastagens, com 6%; cana-de-açúcar, com 4%; e hortifruti, com 2%. Feijão, citros, arroz e trigo também representaram 2% cada, enquanto outras culturas somaram 3%.
A presença do milho no topo está relacionada ao peso da segunda safra no calendário agrícola brasileiro. Nesse período, o desenvolvimento das plantas pode exigir acompanhamento frequente para identificar a presença de insetos, doenças e outros fatores capazes de comprometer o potencial produtivo.
Herbicidas lideram volume, mas inseticidas dominam a cobertura
Quando o levantamento considera o volume total de produtos utilizados, os herbicidas ficaram na primeira posição, representando 41%. Os inseticidas corresponderam a 29%, enquanto os fungicidas alcançaram 22%.
A distribuição muda quando o critério passa a ser a área potencialmente tratada. Nesse caso, os inseticidas ficaram com 35%, superando os herbicidas, que representaram 19%, e os fungicidas, com 17%.
O tratamento de sementes correspondeu a 6% da área protegida. Outros produtos, incluindo adjuvantes e reguladores de crescimento, representaram os 23% restantes.
Pressão de pragas exige planejamento do produtor
O avanço das aplicações reforça a necessidade de monitoramento constante das lavouras. Antes de qualquer intervenção, o produtor precisa observar a presença e a intensidade de pragas, doenças e plantas daninhas, além das condições climáticas e da fase de desenvolvimento da cultura.
Na soja, por exemplo, o aumento dos tratamentos direcionados à mosca-branca foi apontado entre os fatores relacionados ao crescimento das aplicações no primeiro semestre, segundo o Sindiveg.
Para a agricultura familiar, esse planejamento tem peso ainda maior. O custo dos insumos pode representar uma parcela relevante das despesas da propriedade, tornando importante buscar equilíbrio entre proteção da lavoura, eficiência do tratamento e retorno econômico.
Conclusão
Manejo integrado pode ajudar a controlar custos
O aumento da área potencial tratada não significa, necessariamente, que todas as propriedades estejam utilizando mais defensivos por hectare. O indicador considera a frequência das aplicações e os produtos empregados, permitindo observar a intensidade do manejo realizado nas diferentes culturas.
Nesse cenário, o monitoramento da lavoura ganha importância. O manejo integrado de pragas, que combina diferentes estratégias de controle e utiliza defensivos de maneira criteriosa quando necessários, pode contribuir para reduzir aplicações desnecessárias e preservar a eficiência das ferramentas disponíveis.
Outro ponto de atenção é a resistência de determinadas pragas a produtos utilizados repetidamente. Por isso, o acompanhamento técnico e a adoção das recomendações adequadas para cada cultura são fundamentais para evitar decisões que aumentem os custos sem proporcionar o resultado esperado.
O primeiro semestre de 2026 mostra um cenário de maior demanda por proteção das lavouras brasileiras, influenciado por pragas, clima e pelo calendário das safras. Para o pequeno produtor, o principal aprendizado é não olhar apenas para a quantidade de aplicações, mas avaliar cada intervenção considerando a necessidade real da lavoura, o custo e o potencial impacto sobre a produtividade.
Siga as nossas redes e fique por dentro de tudo!
Veja Outras Noticias Em Nosso Site!
- All Posts
- Agricultura Familiar
- Anuncie Aqui
- Avicultura
- Cotações Do Dia
- Educação & Capacitação
- Eventos & Feiras
- Historias Do Campo
- Mercado & Economia
- Nossas Empresas
- Noticias Do Agro
- Políticas Públicas
- Previsão Do Tempo
- Produção Sustentável
- Saúde Animal & Bem-estar
- Tecnologia & Inovação
- Back
- Agricultura Familiar-Destaques
- Agricultura Familiar-Apoio Governamental
- Agricultura Familiar-Internacional
- Back
- Gripe Aviaria
- Avicultura Caipira
- Back
- Bem Estar Animal-Produção Animal
- Bem Estar Animal-Manejo
- Bem Estar Animal-Certificadora
- Bem Estar Animal-Internacional
- Back
- Cotações-Mercado Internacional
- Cotações-Mercado Nacional
- Back
- Eventos & Feiras-Avicultura
- Eventos & Feiras-Brasil
- Eventos & Feiras-Internacional
- Back
- Exportações & Comércio Exterior
- Pecuária & Produção Animal
- Safra
- Back
- Principais Destaques Do Mercado
- Principais Destaques Da Economia
- Mercado Exterior
- Back
- Políticas Públicas-Programas Governamentais
- Políticas Públicas-Crédito e Financiamento
- Políticas Públicas-Internacional
- Back
- Previsão Do Tempo-Alerta Meteorológico
- Previsão Do Tempo-Noticias Do Tempo Na Semana
- Previsão Do Tempo-Noticias Do Tempo Do Mês
- Back
- Produção Sustentável Nacional
- Produção Sustentável Internacional
- Back
- Tecnologia & Inovação-Senário Nacional
- Tecnologia & Inovação-Senário Internacional

















