Nova regra muda manejo nas granjas e exige adaptação do produtor rural
O Ministério da Agricultura proibiu o uso de aditivos com antimicrobianos considerados importantes para a saúde humana e animal na produção pecuária no Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial da União, afeta diretamente a fabricação, venda, importação e uso desses produtos e exige ajustes no manejo dentro das propriedades.
O que muda na prática para o produtor
A nova portaria determina o fim do uso de aditivos melhoradores de desempenho que contenham antimicrobianos. Esses produtos eram usados principalmente para acelerar o ganho de peso e melhorar a eficiência alimentar dos animais.
Entre as substâncias proibidas estão compostos bastante conhecidos no setor, como avoparcina, bacitracina e virginiamicina. Segundo o Ministério da Agricultura, esses ingredientes deixam de ser autorizados por apresentarem risco potencial à saúde pública.
Para o produtor rural, isso significa rever estratégias de nutrição e manejo. A tendência é aumentar o uso de alternativas, como probióticos, prebióticos e melhorias no ambiente de criação.
Prazo para adaptação no campo
A norma prevê um período de transição para evitar impactos imediatos na produção. De acordo com o Ministério da Agricultura, os estoques existentes desses aditivos poderão ser utilizados e comercializados por até 180 dias.
Após esse prazo, as empresas ainda terão mais 90 dias para retirar os produtos restantes do mercado. Esse intervalo foi definido para permitir que produtores e indústrias se ajustem gradualmente às novas exigências.
Na prática, esse tempo deve ser usado para testar novas soluções e ajustar o sistema produtivo sem comprometer o desempenho dos animais.
Exceção para mercado externo
Apesar da proibição no Brasil, a regra abre uma exceção importante: será permitido fabricar esses aditivos exclusivamente para exportação, desde que haja autorização oficial.
Isso ocorre porque alguns países ainda permitem o uso desses produtos. Assim, a indústria brasileira poderá continuar atendendo esses mercados específicos sem infringir a legislação nacional.
Para o produtor, no entanto, essa exceção não muda a regra dentro da porteira: o uso segue proibido no território brasileiro.
Por que os antimicrobianos estão sendo restritos
A decisão segue uma tendência global de reduzir o uso de antimicrobianos na produção animal. Segundo o Ministério da Agricultura, o principal motivo é o risco de resistência bacteriana.
Esse problema ocorre quando bactérias se tornam resistentes aos medicamentos, dificultando o tratamento de doenças tanto em animais quanto em humanos. Por isso, organismos internacionais e vários países já adotaram medidas semelhantes.
Na prática, isso exige um sistema produtivo mais eficiente, com foco em prevenção de doenças, manejo adequado e boas condições sanitárias.
Impactos na produção e nos custos
A retirada desses aditivos pode impactar o desempenho produtivo no curto prazo, especialmente em sistemas que dependiam fortemente desses produtos.
Por outro lado, a mudança pode abrir oportunidades para sistemas mais sustentáveis e valorizados pelo mercado, principalmente em exportações que exigem padrões mais rigorosos.
Segundo especialistas do setor, o investimento em manejo, nutrição de qualidade e biosseguridade tende a compensar a retirada dos antimicrobianos ao longo do tempo.
Conclusão
A proibição dos aditivos com antimicrobianos marca uma mudança importante na pecuária brasileira e exige adaptação rápida do produtor. O foco passa a ser ainda mais na prevenção, no manejo eficiente e na qualidade do ambiente de criação.
Diante desse cenário, o produtor que se antecipar, buscar orientação técnica e adotar alternativas seguras terá mais chances de manter a produtividade e atender às novas exigências do mercado.
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