País volta a atender exigências sanitárias internacionais e retoma acesso a mercados externos
A Argentina voltou a ser reconhecida como livre da influenza aviária altamente patogênica (H5N1), após concluir todas as etapas exigidas pelos protocolos sanitários internacionais. A recuperação do status ocorre depois de um período de restrições comerciais, iniciado com a confirmação de focos da doença em granjas comerciais no começo de 2026.
Controle sanitário permitiu erradicação da doença
O processo de recuperação foi conduzido pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), responsável pela defesa agropecuária no país. O órgão notificou oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal sobre o cumprimento de todas as exigências, incluindo o período mínimo sem novos registros da doença.
Os focos haviam sido identificados principalmente nas províncias de Buenos Aires e Córdoba, levando à suspensão temporária de exportações para mercados com rigorosas exigências sanitárias.
Para conter o avanço do vírus, as autoridades adotaram um conjunto de medidas rigorosas. Entre elas, destacam-se o abate sanitário das aves infectadas e expostas, o descarte adequado dos animais, a desinfecção completa das instalações e a criação de zonas de controle com vigilância epidemiológica intensificada.
Após a execução dessas ações e o cumprimento do chamado vazio sanitário — período sem novos casos — o país atendeu aos critérios necessários para recuperar o reconhecimento internacional.
Retomada das exportações e efeitos econômicos
Com a revalidação do status sanitário, a Argentina volta a negociar com países que haviam interrompido as importações de produtos avícolas. Esse reconhecimento é fundamental para acessar mercados mais exigentes, especialmente na Europa e na Ásia.
Durante a fase de restrições, parte das exportações foi mantida por meio de acordos baseados na regionalização, que permitem o comércio a partir de áreas não afetadas. Mesmo assim, a suspensão parcial impactou a cadeia produtiva e reduziu a competitividade do setor no cenário internacional.
Contexto do surto e cenário regional
O episódio mais recente interrompeu um período de estabilidade sanitária no país, que havia recuperado o status de livre da doença poucos meses antes. A identificação de casos em granjas comerciais exigiu resposta imediata, devido à alta capacidade de disseminação do vírus entre aves.
A atuação rápida das autoridades sanitárias foi determinante para conter a doença e evitar prejuízos mais amplos à produção. No contexto regional, a situação reforça a necessidade de vigilância constante na América do Sul, onde registros recentes em países vizinhos mantêm o nível de alerta elevado.
Para grandes exportadores, como o Brasil, a manutenção do status sanitário é considerada estratégica para preservar o acesso aos mercados internacionais e garantir a continuidade das exportações.
Conclusão
A recuperação do status de livre de influenza aviária H5N1 pela Argentina representa um avanço relevante para a avicultura do país e evidencia a importância de sistemas sanitários eficientes diante de crises zoossanitárias. O cumprimento rigoroso dos protocolos internacionais, aliado à atuação coordenada do Senasa, permitiu a contenção dos focos e a retomada da credibilidade sanitária perante organismos internacionais e parceiros comerciais.
Do ponto de vista econômico, a reabertura gradual dos mercados tende a reduzir os impactos causados pelas restrições impostas durante o surto. A avicultura argentina, que enfrentou limitações nas exportações e desafios logísticos, volta a ter condições mais favoráveis para competir no comércio global, especialmente em mercados com alta exigência sanitária.
No cenário regional, o episódio reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de respostas rápidas por parte dos países sul-americanos. A circulação do vírus em diferentes territórios mantém o risco ativo, exigindo integração entre autoridades sanitárias e adoção de medidas preventivas permanentes.
Para o Brasil e outros grandes produtores, a situação argentina serve como alerta e também como referência de gestão sanitária. A manutenção do status livre de doenças é um dos principais pilares para garantir competitividade internacional, acesso a mercados e estabilidade da produção.
Nos próximos meses, o principal desafio será sustentar esse novo status, evitando a reintrodução do vírus e mantendo elevados padrões de biossegurança nas granjas. Além disso, será fundamental acompanhar a retomada das exportações, a reconfiguração dos fluxos comerciais e a evolução do cenário sanitário global, fatores que continuarão influenciando diretamente o desempenho da avicultura na América do Sul.
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