Novo foco em patos e galinhas na província de Buenos Aires coloca a biosseguridade novamente em alerta.
A Argentina confirmou um novo caso de influenza aviária altamente patogênica (IAAP), do subtipo H5, em aves criadas em uma propriedade doméstica de Carlos Spegazzini, na província de Buenos Aires. O foco foi identificado depois da morte de patos e galinhas, levando as autoridades sanitárias a estabelecer uma área preventiva de 3 quilômetros ao redor do local.
Mortalidade levou autoridades a investigar a propriedade
A ocorrência foi comunicada ao Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA), que iniciou os procedimentos de investigação após registrar a mortalidade das aves. Material coletado na propriedade foi submetido a exames laboratoriais, que confirmaram a presença do vírus da influenza aviária.
O caso envolve aves mantidas em criação doméstica. Conforme as informações divulgadas pelas autoridades argentinas, não havia registro de infecção em uma granja avícola comercial relacionado a esse foco no momento da comunicação.
Para pequenos criadores, o episódio reforça a necessidade de observar mudanças no comportamento e na saúde das aves, principalmente quando há aumento inesperado de mortes dentro do plantel.
Área de 3 quilômetros entra em monitoramento
Depois da confirmação, o SENASA delimitou uma área de prevenção com raio de 3 quilômetros a partir da propriedade atingida. Dentro desse perímetro, estão previstas ações de vigilância, controle e investigação epidemiológica.
As equipes sanitárias deverão acompanhar propriedades que possam ter alguma ligação com o foco e verificar possíveis contatos entre aves. Esse tipo de rastreamento é utilizado para identificar rapidamente eventuais novos pontos de circulação do vírus.
A medida mostra como a identificação rápida de casos pode ser importante para limitar a disseminação da doença, especialmente em regiões onde existem diferentes criações próximas umas das outras.
Novo caso não muda status sanitário argentino
Apesar da confirmação, as autoridades informaram que o episódio não modificou o status sanitário nacional da Argentina em relação à influenza aviária altamente patogênica.
O país havia recuperado, em abril de 2026, a condição de livre da doença depois das medidas adotadas diante de ocorrências anteriores. O novo registro em aves domésticas está sendo tratado dentro das ações de vigilância sanitária.
O SENASA também destacou que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos, informação relevante para produtores e consumidores diante de novos registros da doença.
Biosseguridade é essencial também na criação de quintal
A ocorrência argentina chama atenção para a importância da biosseguridade nas pequenas propriedades. Medidas simples podem ajudar a reduzir as oportunidades de contato entre as aves criadas no local, pessoas, equipamentos e animais que circulam fora da propriedade.
Entre os cuidados estão a higienização de instalações e utensílios, o controle da entrada e circulação de pessoas e veículos e a redução do contato das aves domésticas com espécies silvestres.
Comedouros e bebedouros também precisam receber atenção frequente. Outra medida recomendada é dificultar o acesso de aves silvestres aos espaços destinados à criação.
Cuidados no manejo podem reduzir riscos
O uso de roupas e equipamentos destinados exclusivamente ao manejo das aves também faz parte das medidas de prevenção. A intenção é diminuir a possibilidade de transportar agentes infecciosos entre diferentes ambientes ou propriedades.
Para o agricultor familiar, manter uma rotina de observação do plantel é igualmente importante. Alterações no comportamento, sinais neurológicos ou digestivos e, principalmente, mortes acima do normal devem ser encarados como situações que exigem comunicação às autoridades sanitárias.
Conclusão
Mortalidade elevada deve ser comunicada
Segundo o SENASA, responsáveis por criações devem informar imediatamente às autoridades competentes quando observarem mortalidade elevada ou sinais que possam indicar a presença da doença.
O novo foco em aves domésticas na Argentina reforça a importância da vigilância mesmo fora das grandes granjas comerciais. Para quem cria galinhas, patos ou outras aves em pequena escala, manter a separação entre o plantel e aves silvestres e adotar cuidados de higiene são medidas importantes dentro da rotina da propriedade.
O acompanhamento de ocorrências na região também permite que o produtor fique atento a novas orientações dos serviços veterinários oficiais e procure ajuda diante de alterações incomuns no plantel.
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