Queda na segunda safra preocupa produtores e reforça atenção ao comportamento das chuvas nas principais regiões agrícolas
A produção brasileira de milho na segunda safra de 2025/26 deve registrar queda de 9,5% em relação ao ciclo anterior, que foi recorde, segundo estimativas da consultoria Agroconsult divulgadas antes do início do Rally da Safra. O recuo é atribuído principalmente a problemas climáticos e atraso no plantio em importantes regiões produtoras.
Produção da safrinha deve ser menor em 2025/26
De acordo com a Agroconsult, a segunda safra de milho está estimada em cerca de 112,1 milhões de toneladas. No ciclo anterior, a produção havia alcançado aproximadamente 123,9 milhões de toneladas.
Essa redução ocorre após um período considerado muito forte para o cereal, quando o Brasil registrou uma das maiores safras da história. Apesar da queda, o país ainda mantém posição de destaque na produção global de milho, com forte participação no abastecimento de ração animal e do setor de biocombustíveis.
Para o produtor, esse cenário pode trazer maior atenção do mercado em relação à oferta, o que tende a influenciar decisões de comercialização ao longo da colheita.
Irregularidade das chuvas afeta principais regiões produtoras
O principal fator apontado para a redução da safra é o clima irregular. Em áreas importantes do Centro-Oeste e do Matopiba, a distribuição das chuvas ficou abaixo do esperado em momentos decisivos do desenvolvimento das lavouras, especialmente durante o mês de abril.
Segundo informações da consultoria, algumas regiões chegaram a enfrentar até 30 dias consecutivos sem precipitações relevantes, justamente no período de enchimento dos grãos. Essa fase é fundamental para a definição da produtividade do milho.
Na prática, isso significa plantas com menor capacidade de formação de grãos, o que impacta diretamente o rendimento por hectare e, consequentemente, o resultado final da safra.
Atraso no plantio ampliou os efeitos do clima seco
Outro fator que contribuiu para o cenário atual foi o atraso na semeadura da segunda safra. De acordo com especialistas da Agroconsult, parte das áreas foi plantada fora da janela ideal.
Esse atraso ocorreu principalmente devido às chuvas intensas registradas no período de colheita da soja, o que dificultou a entrada das máquinas no campo e retardou o início do plantio do milho.
Quando o cultivo é feito fora do período recomendado, a lavoura fica mais exposta a riscos climáticos, como estiagens e variações de temperatura, aumentando a vulnerabilidade da produção.
Produção total também deve recuar no ciclo
Com a revisão da segunda safra, a produção total de milho do Brasil em 2025/26 deve ficar em torno de 140,5 milhões de toneladas, abaixo das aproximadamente 151 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.
Mesmo com essa redução, o Brasil segue entre os maiores produtores e exportadores de milho do mundo, desempenhando papel estratégico no abastecimento global, especialmente para a cadeia de proteína animal.
Para o produtor rural, esse equilíbrio entre menor oferta e demanda internacional pode influenciar preços e oportunidades de comercialização, dependendo do comportamento do mercado nos próximos meses.
Rally da Safra vai avaliar condições no campo
Nos próximos dias, as equipes do Rally da Safra iniciarão as visitas técnicas em diferentes estados produtores para avaliar de forma prática as condições das lavouras de milho.
Segundo a organização do levantamento, novas revisões nas estimativas podem ocorrer ao longo do percurso, conforme forem observadas as condições reais das plantações e o comportamento do clima.
Esse acompanhamento de campo é importante para ajustar as projeções e dar mais segurança às decisões de produtores, cooperativas e agentes do mercado.
Conclusão
O cenário da segunda safra de milho em 2025/26 reforça a sensibilidade da produção agrícola às condições climáticas, especialmente em fases críticas do desenvolvimento da lavoura. A irregularidade das chuvas e o atraso no plantio já mostram impacto direto na estimativa de colheita.
Para o produtor, o momento exige atenção redobrada ao clima e ao planejamento de comercialização, já que novas revisões na safra ainda podem ocorrer conforme o avanço das avaliações em campo e o comportamento das chuvas nas próximas semanas.
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