Mesmo com leve queda na colheita, setor sucroenergético mantém resultados elevados e registra avanço no etanol de milho
A safra brasileira de cana-de-açúcar 2025/26 apresenta uma leve retração na produção, mas continua em patamar elevado. Apesar da redução no volume colhido, o país deve alcançar recordes no etanol e manter uma das maiores produções de açúcar dos últimos anos, reforçando a força do setor sucroenergético.
Produção de cana tem leve queda, mas segue entre as maiores
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de cana está estimada em 673,2 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 0,5% em relação à safra anterior.
Mesmo com essa retração, o volume permanece entre os mais altos já registrados no país. O resultado confirma a resiliência do setor, mesmo diante de desafios climáticos e produtivos ao longo do ciclo.
Etanol cresce e atinge novo recorde com avanço do milho
A produção total de etanol no Brasil — considerando a cana-de-açúcar e o milho — deve alcançar cerca de 37,5 bilhões de litros, com crescimento de 0,8% na comparação anual.
O principal destaque é o etanol de milho, que segue em expansão acelerada. A produção desse segmento deve superar 10 bilhões de litros, registrando avanço próximo de 30%. Com isso, o milho já responde por mais de um quarto de todo o etanol produzido no país, indicando uma mudança estrutural relevante na matriz produtiva.
Por outro lado, o etanol derivado da cana apresenta recuo, consequência direta da menor disponibilidade de matéria-prima ao longo da safra.
Produção de açúcar se mantém em nível elevado
Na produção de açúcar, o cenário é de estabilidade com leve crescimento. A estimativa aponta para 44,2 milhões de toneladas, um aumento de 0,1% em relação ao ciclo anterior.
Embora a alta seja discreta, o volume mantém o Brasil em um dos maiores níveis históricos de produção, consolidando sua posição de destaque no mercado internacional do produto.
Clima reduz produtividade, mas área plantada cresce
A queda na produção de cana está diretamente ligada à redução da produtividade agrícola. A média nacional apresentou recuo de aproximadamente 2,6%, influenciada por condições climáticas desfavoráveis ao longo do ciclo.
Entre os fatores que impactaram o desempenho das lavouras estão períodos de estiagem prolongada, temperaturas elevadas e registros de incêndios, especialmente após a colheita de 2024.
Por outro lado, a área colhida cresceu 2,1%, alcançando cerca de 8,95 milhões de hectares. Esse aumento ajudou a compensar parcialmente as perdas de rendimento registradas no campo.
Diferenças regionais e ajustes no setor
O desempenho da safra varia entre as regiões produtoras. No Sudeste, principal polo canavieiro do país, a produção deve cair cerca de 2,2%, impactada pelas condições climáticas.
Já o Centro-Oeste apresenta crescimento estimado de 3,4%, impulsionado pela expansão da área plantada. No Sul, há leve aumento na produção, favorecido pela recuperação da produtividade.
Em contrapartida, regiões Norte e Nordeste registram queda, refletindo limitações climáticas e menor desempenho das lavouras.
Diante desse cenário, o setor ajustou o direcionamento da cana entre açúcar e etanol. Nesta safra, houve maior destinação da matéria-prima para a produção de açúcar, estratégia que contribuiu para manter a oferta do produto em níveis elevados. No caso do etanol, a redução na produção a partir da cana foi compensada pelo avanço do milho.
Conclusão
A safra 2025/26 de cana-de-açúcar no Brasil evidencia um cenário de leve retração na produção agrícola, mas com manutenção de resultados expressivos na indústria sucroenergética. A redução de 0,5% na colheita, somada à queda de produtividade influenciada por fatores climáticos adversos, demonstra a sensibilidade do setor às condições ambientais, especialmente em regiões de maior concentração produtiva como o Sudeste.
Ainda assim, os números reforçam a solidez da cadeia produtiva. A produção de etanol, impulsionada principalmente pelo avanço do milho, atinge novo recorde e sinaliza uma transformação estrutural relevante. A diversificação das matérias-primas amplia a resiliência do setor, reduz a dependência exclusiva da cana e contribui para a estabilidade da oferta de biocombustíveis no país.
No segmento açucareiro, a manutenção de níveis elevados de produção, mesmo com crescimento marginal, garante ao Brasil posição estratégica no mercado global. O ajuste no mix produtivo, com maior direcionamento da cana para o açúcar, evidencia a capacidade do setor em reagir às condições de mercado e otimizar resultados.
Regionalmente, o desempenho desigual reforça a importância de políticas e estratégias adaptadas às diferentes realidades produtivas. Enquanto o Centro-Oeste avança com expansão de área e maior dinamismo, outras regiões enfrentam limitações que impactam diretamente a produtividade.
Para os próximos ciclos, o setor deve continuar enfrentando desafios relacionados ao clima, custos de produção e dinâmica de mercado. Ao mesmo tempo, a tendência de crescimento do etanol de milho e a flexibilidade industrial indicam caminhos para sustentar a competitividade.
O cenário aponta para uma cadeia produtiva em transformação, que busca equilíbrio entre eficiência agrícola, diversificação produtiva e resposta às demandas energéticas e alimentares. O acompanhamento dessas mudanças será decisivo para entender os rumos da produção de cana, açúcar e etanol no Brasil nos próximos anos.
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