Clima irregular e avanço do greening aumentam preocupação no setor citrícola brasileiro
A safra brasileira de laranja 2026/27 deve ter redução próxima de 13% no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora do país. O cenário preocupa produtores e indústrias devido aos impactos do clima seco, das altas temperaturas e do avanço do greening, doença que vem afetando os pomares nos últimos anos.
Clima continua pressionando a produção
A nova temporada começa sob influência de problemas climáticos acumulados desde ciclos anteriores. A estiagem prolongada em diversas regiões produtoras reduziu o desenvolvimento das plantas e comprometeu o enchimento dos frutos.
Segundo análises do setor citrícola, áreas do norte do cinturão produtivo, incluindo regiões do Triângulo Mineiro, registraram chuvas até 30% abaixo da média histórica. Essa falta de água prejudica a produtividade e aumenta os custos com irrigação e manejo no campo.
Além disso, as temperaturas elevadas aceleram o estresse das plantas, reduzindo o potencial produtivo dos pomares e afetando principalmente árvores já debilitadas por doenças.
Greening segue como maior desafio da citricultura
O avanço do greening continua sendo uma das principais preocupações dos produtores brasileiros. A doença, transmitida por um inseto conhecido como psilídeo, provoca queda prematura dos frutos, enfraquecimento das árvores e redução da vida útil dos pomares.
Segundo o setor, o aumento da incidência da doença vem exigindo investimentos cada vez maiores em monitoramento e controle fitossanitário. O manejo inclui eliminação de plantas contaminadas, controle do inseto transmissor e acompanhamento constante das áreas de produção.
Para o produtor rural, isso significa aumento nos custos e necessidade de maior atenção técnica para evitar perdas ainda maiores nos próximos ciclos.
Safra deve ter colheita mais lenta
As projeções iniciais indicam que a temporada 2026/27 deverá repetir o perfil tardio observado no ciclo anterior. A expectativa é de maior concentração da produção na chamada segunda florada, fenômeno que ocorre quando as árvores florescem em etapas diferentes devido às irregularidades climáticas.
Com isso, a colheita tende a avançar de forma mais lenta ao longo da safra. Esse cenário pode alterar o cronograma de processamento das indústrias de suco e influenciar o ritmo das exportações brasileiras.
A demora no amadurecimento também exige mais planejamento dos produtores, principalmente em relação à mão de obra e organização da colheita.
Frutos menores preocupam produtores
Mesmo após uma recuperação parcial na safra 2025/26, os efeitos acumulados da seca ainda impactam os pomares. Dados recentes do Fundecitrus apontaram redução nas estimativas da temporada atual devido ao menor tamanho das laranjas e ao aumento da queda prematura dos frutos.
Frutos menores reduzem o rendimento tanto para o mercado in natura quanto para a indústria de suco. Em muitos casos, o produtor precisa investir mais em tratos culturais para tentar manter a qualidade da produção.
Além disso, perdas antes da colheita diminuem o aproveitamento da safra e afetam diretamente a rentabilidade das propriedades.
Mercado internacional acompanha cenário com cautela
Enquanto aguardam os próximos levantamentos oficiais do Fundecitrus, produtores e indústrias acompanham com atenção o comportamento do mercado internacional de suco de laranja.
A demanda externa, especialmente na Europa, segue cercada de incertezas devido aos estoques elevados e ao cenário econômico global mais lento. Isso aumenta a preocupação do setor em relação aos preços e ao ritmo das exportações brasileiras.
Mesmo assim, o Brasil continua sendo referência mundial na produção e exportação de suco de laranja, mantendo papel estratégico no abastecimento internacional.
Conclusão
A safra 2026/27 deve ser mais desafiadora para a citricultura brasileira, principalmente por causa da combinação entre clima irregular e avanço do greening. A redução na produção pode aumentar custos e exigir maior eficiência no manejo das propriedades.
Para o produtor, o momento pede atenção ao controle fitossanitário, planejamento da colheita e acompanhamento constante das condições climáticas e de mercado. Essas decisões podem ser fundamentais para reduzir perdas e manter a competitividade da atividade.
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