Queda nas cotações reflete menor ritmo de compras das famílias, aponta levantamento do Cepea
Após registrar valorização no início de abril, o mercado de carne de frango apresentou recuo nos preços na segunda quinzena do mês. O movimento está ligado, principalmente, à desaceleração do consumo doméstico, segundo análises do Cepea.
Consumo enfraquecido pressiona preços
De acordo com os pesquisadores, o mercado vinha de três semanas consecutivas de alta. No entanto, as cotações começaram a cair à medida que o ritmo de compras das famílias diminuiu. Esse comportamento é comum na segunda metade do mês, quando o orçamento doméstico tende a ficar mais restrito.
Mesmo com uma oferta considerada equilibrada, a redução da demanda foi suficiente para pressionar negativamente os preços. Como resultado, o mercado interno perdeu força para sustentar os níveis anteriores de valorização.
Exportações reduzem impacto da queda
Enquanto o consumo interno perde intensidade, o desempenho das exportações segue positivo e ajuda a amenizar quedas mais acentuadas. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que a média diária de embarques de carne de frango in natura, nos primeiros dias úteis de abril, ficou próxima de 22,6 mil toneladas.
O volume representa avanço tanto em relação ao mês anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse cenário reforça a demanda internacional pela proteína brasileira e contribui para dar sustentação parcial aos preços no mercado doméstico.
Oferta ajustada não compensa menor demanda
Segundo os analistas, o nível de produção permanece relativamente controlado, com ritmo de abates moderado. Ainda assim, esse ajuste na oferta não tem sido suficiente para equilibrar o mercado diante da queda no consumo.
Na prática, o setor enfrenta um descompasso no curto prazo. Enquanto a produção não apresenta crescimento significativo, a retração da demanda ocorre de forma mais intensa, pressionando as negociações.
Oscilação marca o comportamento de abril
A queda observada na segunda metade do mês ocorre após um período de valorização registrado no início de abril. Na primeira quinzena, os preços do frango avançaram de forma relevante, impulsionados por fatores como aumento de custos logísticos e maior consumo em períodos de pagamento de salários.
Essa variação ao longo do mês evidencia a sensibilidade do mercado de proteínas às mudanças na demanda e aos custos de produção, especialmente em um ambiente econômico mais instável.
Conclusão
O recuo nos preços da carne de frango na segunda metade de abril reflete, principalmente, a perda de ritmo do consumo doméstico, que continua sendo o principal fator de influência sobre o mercado. Mesmo após um início de mês marcado por valorização, a redução do poder de compra das famílias impactou diretamente as negociações, evidenciando a forte dependência da demanda interna para a sustentação dos preços.
Ao mesmo tempo, o desempenho positivo das exportações atua como um elemento de equilíbrio. Com embarques diários próximos de 22,6 mil toneladas e crescimento nas comparações mensal e anual, o mercado externo demonstra capacidade de absorver parte da produção nacional, reduzindo a pressão sobre os preços domésticos. Ainda assim, esse fator não é suficiente para compensar totalmente a desaceleração do consumo interno.
A oferta, por sua vez, segue relativamente ajustada, com controle no ritmo de abates. No entanto, esse equilíbrio produtivo não consegue neutralizar o impacto da demanda enfraquecida, criando um cenário de descompasso no curto prazo. Esse quadro reforça a dinâmica típica do setor, em que pequenas variações no consumo podem gerar movimentos significativos nas cotações.
Para os próximos meses, o comportamento do mercado permanece incerto. Parte dos agentes aposta em recuperação dos preços com a entrada de renda na economia, o que tende a estimular o consumo. Por outro lado, há cautela diante do histórico recente de oscilações e da possibilidade de o consumidor continuar sensível aos preços, especialmente após as altas registradas no início de abril.
No contexto mais amplo, o setor avícola brasileiro segue sustentado por dois pilares: o mercado interno e as exportações. A interação entre esses fatores será determinante para definir a trajetória dos preços nas próximas semanas. Caso o consumo doméstico volte a ganhar força, há espaço para recuperação das cotações. Entretanto, se a demanda permanecer retraída, o mercado pode continuar pressionado, mesmo com o suporte do comércio internacional.
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