Levantamento do Imea e Senar-MT aponta aumento de 7,19% no custeio antes do plantio
O custo de produção do milho em Mato Grosso já apresenta elevação significativa para a safra 2026/27. Mesmo antes do início do plantio, os dados indicam um cenário mais oneroso ao produtor, com aumento nos principais indicadores de despesas da lavoura.
Custeio do milho registra alta e amplia custos operacionais
Segundo o Projeto de Custo de Produção Agropecuária, elaborado pelo Imea em parceria com o Senar-MT, o custeio do milho alcançou aproximadamente R$ 3.558 por hectare, avanço de 7,19% em comparação ao ciclo 2025/26.
O aumento está ligado principalmente à atualização dos pacotes tecnológicos utilizados na produção. Como consequência, os custos mais amplos também subiram. O Custo Operacional Efetivo (COE) avançou cerca de 9,5%, superando R$ 5,2 mil por hectare. Já o Custo Operacional Total (COT) teve alta superior a 8%, passando de R$ 5,8 mil, enquanto o Custo Total (CT) foi estimado em torno de R$ 7,15 mil por hectare.
Entre os itens que mais pressionaram o orçamento estão os defensivos agrícolas, com aumento acima de 18% e desembolso próximo de R$ 875 por hectare. A mão de obra também apresentou elevação expressiva, superior a 21%. Por outro lado, o gasto com sementes teve crescimento mais moderado, em torno de 6%.
Diante desse cenário, a recomendação técnica é que o produtor acompanhe as relações de troca e utilize estratégias de travamento de custos. Como a comercialização da safra 2026/27 ainda não começou, há espaço para operações que protejam a margem diante da volatilidade dos insumos.
Algodão e soja mostram leve alívio no custeio
Enquanto o milho apresenta pressão de alta, as estimativas iniciais para algodão e soja indicam recuo pontual nos custos em janeiro. Mesmo com a redução, o algodão permanece como a cultura mais cara do estado, com desembolso próximo de R$ 10,3 mil por hectare, após queda mensal de cerca de 1,4%.
No algodão, os defensivos continuam sendo o principal componente do custo, somando mais de R$ 4,5 mil por hectare, apesar de recuo superior a 3%. Os fertilizantes ficaram próximos de R$ 3,29 mil por hectare, praticamente estáveis.
Para a soja, houve redução geral no custeio, porém os fertilizantes seguem como o maior gasto da lavoura, ultrapassando R$ 1,58 mil por hectare após nova alta mensal. Em seguida aparecem os defensivos e as sementes entre os principais itens de despesa.
Conclusão
O levantamento do Imea e do Senar-MT evidencia uma mudança relevante no cenário de custos para a safra 2026/27 em Mato Grosso, com o milho assumindo uma trajetória de alta antes mesmo do início do plantio. O avanço de 7,19% no custeio, aliado ao crescimento do COE, do COT e do Custo Total, sinaliza maior pressão sobre a rentabilidade do produtor, especialmente diante do encarecimento de insumos estratégicos como defensivos e da elevação expressiva da mão de obra. Esse movimento reforça a necessidade de planejamento financeiro mais rigoroso e de estratégias de proteção de margem em um contexto de mercado ainda indefinido.
Em contraste, algodão e soja apresentam alívio pontual nos custos, mas mantêm desafios estruturais. O algodão continua sendo a cultura mais onerosa por hectare no estado, o que exige alta eficiência produtiva para sustentar a viabilidade econômica. Já a soja, apesar da redução geral no custeio, ainda sofre pressão dos fertilizantes, principal componente de despesa da lavoura. Esse quadro mostra que, mesmo com variações mensais positivas, os custos permanecem elevados e dependentes do comportamento dos insumos.
Do ponto de vista setorial, os dados reforçam a importância do acompanhamento constante das relações de troca e do uso de ferramentas de gestão de risco. A ausência de comercialização antecipada da safra 2026/27 abre espaço para operações de hedge e travamento de custos, que podem ser decisivas para preservar margens em um ambiente de volatilidade. Nos próximos meses, a evolução dos preços dos insumos, do câmbio e das commodities agrícolas será determinante para definir o nível de competitividade das culturas em Mato Grosso e orientar as decisões de plantio do produtor.
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