Missão oficial amplia perspectivas para proteínas e frutas no mercado asiático
A agenda do governo brasileiro na Coreia do Sul resultou em progressos nas negociações para a abertura de mercado a produtos do agronegócio nacional. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, informou que houve avanços nas tratativas envolvendo ovos, uva, carne suína e carne bovina.
Ovos e uva estão mais próximos da liberação
Entre os produtos em estágio mais avançado está o ovo brasileiro. As autoridades sul-coreanas confirmaram o recebimento da documentação sanitária exigida. Falta apenas a emissão do certificado final, prevista para os próximos dias. Com isso, o Brasil deve obter acesso formal ao mercado sul-coreano, considerado estratégico devido à elevada demanda por alimentos importados.
No segmento de frutas, a uva brasileira recebeu sinalização positiva. Técnicos da Coreia do Sul devem realizar auditorias no país para verificar o cumprimento dos protocolos fitossanitários. Essa etapa é necessária para habilitar os embarques e integra a estratégia de diversificação das exportações brasileiras para o mercado asiático.
Carnes entram em nova fase de negociação
As conversas também avançaram na área de proteínas animais. No caso da carne suína, o governo sul-coreano aceitou avaliar a ampliação do número de estados brasileiros autorizados a exportar. A análise deverá incluir unidades federativas reconhecidas como livres de febre aftosa e de peste suína clássica, o que pode ampliar de forma significativa o volume exportado.
Para a carne bovina, cuja abertura de mercado é pleiteada pelo Brasil desde 2008, o processo evoluiu para uma nova etapa. A Coreia do Sul confirmou que realizará auditorias em frigoríficos brasileiros para verificar o cumprimento das exigências sanitárias. Segundo o ministro, os protocolos técnicos solicitados já foram atendidos, o que pode acelerar a habilitação das plantas.
Estratégia comercial e ampliação de mercados
Os avanços fazem parte da agenda bilateral voltada ao fortalecimento da cooperação sanitária e comercial entre os dois países. Nos últimos dois anos, o Brasil registrou a abertura de 538 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, ampliando as oportunidades de exportação e reduzindo a dependência de destinos tradicionais.
A Coreia do Sul é considerada um mercado de alto valor agregado e com forte potencial de consumo, especialmente para proteínas animais e alimentos de qualidade. A expectativa é que as auditorias e certificações em andamento resultem, no curto prazo, na habilitação de novos produtos e no aumento do volume exportado.
Conclusão
Os avanços nas negociações entre Brasil e Coreia do Sul indicam um movimento consistente de ampliação da presença do agronegócio brasileiro em mercados asiáticos de alto valor. A possível liberação dos ovos representa um passo imediato, já que o processo se encontra na fase final de certificação. Ao mesmo tempo, a abertura para a uva e o avanço das auditorias sanitárias reforçam a estratégia de diversificação da pauta exportadora, reduzindo a concentração em poucos produtos e destinos.
No segmento de proteínas, a análise para ampliar os estados habilitados a exportar carne suína pode elevar de forma relevante o volume embarcado, principalmente ao incluir regiões livres de enfermidades sanitárias relevantes. Já a carne bovina, cuja negociação se estende há mais de uma década, entra em um estágio mais concreto com a realização de auditorias em frigoríficos, etapa decisiva para a habilitação.
Do ponto de vista comercial, a Coreia do Sul se consolida como um mercado estratégico por combinar alto poder de compra, exigências sanitárias rigorosas e demanda por alimentos de qualidade. A ampliação do acesso a esse destino fortalece a posição do Brasil no comércio internacional e contribui para a diversificação das exportações agropecuárias.
No entanto, a efetivação dessas oportunidades dependerá do cumprimento integral dos protocolos sanitários, da aprovação das plantas frigoríficas e da manutenção do status sanitário dos estados exportadores. Também será necessário garantir competitividade logística e regularidade de oferta. Se confirmadas, as habilitações tendem a gerar impacto positivo nas cadeias de ovos, frutas e carnes, ampliando receitas, estimulando investimentos e reforçando a presença brasileira em mercados asiáticos exigentes.
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