Mercado externo sustenta preços e reduz impacto da demanda interna enfraquecida
A suinocultura brasileira iniciou 2026 com forte apoio das exportações para manter o equilíbrio do setor. No primeiro semestre, quando o consumo doméstico costuma perder força, as vendas externas ganham papel central na sustentação dos preços e das margens dos produtores.
Exportações compensam consumo interno mais fraco
O mercado interno apresentou ritmo mais lento no início do ano. As altas temperaturas reduzem a procura por carne suína, enquanto as despesas típicas do período pressionam o orçamento das famílias. Além disso, os preços firmes no varejo diminuem a competitividade frente a outras proteínas.
Nesse cenário, a carne de frango, com valores mais acessíveis, amplia a concorrência no consumo doméstico. Como resultado, o escoamento interno perde dinamismo e aumenta a necessidade de direcionar parte da produção ao mercado externo.
Embarques crescem e retiram volume do mercado interno
As exportações passaram a exercer função estratégica ao absorver o excedente de oferta e evitar queda mais acentuada nas cotações ao produtor. Em janeiro de 2026, o Brasil embarcou aproximadamente 112,8 mil toneladas de carne suína, considerando produtos in natura e processados.
O volume representa crescimento de cerca de 14% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita cambial atingiu US$ 267 milhões, com preço médio próximo de US$ 2.368 por tonelada.
Apesar do avanço nos embarques, o preço médio internacional encontra limitações. Compradores tradicionais estão com estoques elevados, o que reduz o espaço para novos aumentos nas cotações e diminui o poder de negociação dos exportadores brasileiros.
China perde espaço entre os principais destinos
Outro movimento relevante no início de 2026 é a mudança no perfil dos compradores. A China, que já liderou as importações em anos anteriores, passou a ocupar posição secundária.
No primeiro mês do ano, o país asiático adquiriu cerca de 8,4 mil toneladas, volume equivalente a pouco mais de 7% do total exportado, com preço médio inferior ao geral. O cenário indica maior diversificação de mercados e aumento da participação de outros países asiáticos nas compras de carne suína brasileira.
Conclusão
O desempenho das exportações no início de 2026 confirma o papel estrutural do mercado externo para a suinocultura brasileira. Em um período marcado pela desaceleração do consumo doméstico, as vendas internacionais atuaram como principal mecanismo de equilíbrio, retirando volume do mercado interno e evitando pressão negativa mais intensa sobre os preços pagos ao produtor.
Os dados de janeiro mostram crescimento relevante nos embarques e manutenção de receitas expressivas em dólar, mesmo diante de limitações na valorização do preço médio internacional. A menor participação da China nas compras reforça um processo de diversificação dos destinos, reduzindo a dependência de um único mercado e ampliando a presença brasileira em outros países asiáticos.
Do ponto de vista econômico, o canal externo segue como pilar da rentabilidade do setor, especialmente em momentos de menor demanda interna e maior concorrência com outras proteínas, como a carne de frango. Sem esse escoamento adicional, o excedente de oferta poderia provocar queda mais acentuada nas cotações e comprometer as margens dos produtores.
Para os próximos meses, a manutenção do ritmo exportador será determinante para sustentar o equilíbrio entre oferta e demanda. Ao mesmo tempo, o setor deverá acompanhar o comportamento dos principais importadores, a evolução dos estoques internacionais e a competitividade do produto brasileiro no mercado global. Esse conjunto de fatores definirá o nível de preços, a rentabilidade da cadeia e a capacidade de o país manter posição relevante no comércio mundial de carne suína ao longo de 2026.
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