Plano nacional prevê vigilância intensiva, vacinação emergencial e comprovação sanitária para ampliar áreas livres da doença
A suinocultura brasileira definiu uma estratégia para eliminar a peste suína clássica (PSC) nas regiões ainda classificadas como zona não livre até 2028. O plano reúne o setor produtivo, o serviço veterinário oficial e o Ministério da Agricultura em ações coordenadas de controle sanitário, com foco na contenção do vírus e no reconhecimento internacional de áreas livres.
Estratégia sanitária por nível de risco
A proposta divide as regiões não livres conforme o risco epidemiológico. Nos locais com registros recentes da doença, especialmente em municípios do Ceará e do Piauí, será adotada vacinação emergencial como medida de bloqueio sanitário.
Conforme o avanço do controle e a ausência de novos casos, a retirada da vacinação ocorrerá de forma gradual. Esse processo permitirá a ampliação das zonas livres entre 2027 e 2028, consolidando a transição sanitária.
Nas áreas sem ocorrências recentes, o trabalho será baseado em vigilância clínica reforçada e inquéritos soroepidemiológicos. Essas análises são necessárias para comprovar a inexistência de circulação viral e solicitar o reconhecimento internacional como área livre sem vacinação.
Impactos econômicos e restrições comerciais
A zona não livre concentra milhões de suínos e centenas de milhares de propriedades. Nessas regiões, existem limitações para o trânsito de animais e para a comercialização, o que reduz a competitividade dos produtores.
As restrições também impedem o acesso a mercados mais exigentes, principalmente no comércio de genética suína e de produtos com maior valor agregado. A erradicação da PSC tende a eliminar essas barreiras sanitárias e fortalecer a posição do Brasil no mercado global de proteína suína.
Notificação imediata é fundamental
Como não há tratamento para a doença, a detecção precoce é a principal ferramenta de controle. O setor reforça que qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente ao serviço veterinário oficial.
Entre os sinais clínicos que exigem atenção estão febre alta, tremores, dificuldade de locomoção e problemas reprodutivos, como abortos e natimortos. A notificação rápida reduz o risco de disseminação e os prejuízos econômicos.
Conclusão
A definição de metas para erradicar a peste suína clássica até 2028 representa um avanço relevante na política sanitária da suinocultura brasileira. O plano combina regionalização do risco, vacinação emergencial em áreas críticas e vigilância epidemiológica intensiva, criando um modelo técnico para eliminar o vírus de forma progressiva e segura. Essa abordagem permite ampliar as zonas livres com base em evidências científicas e atender às exigências dos organismos internacionais de sanidade animal.
Do ponto de vista econômico, a retirada do status de zona não livre tende a reduzir restrições comerciais, ampliar o acesso a mercados de maior valor e aumentar a competitividade das regiões atualmente afetadas. A medida também fortalece a credibilidade do sistema sanitário brasileiro, fator essencial para manter e expandir exportações de carne suína e material genético.
O sucesso da estratégia depende da atuação integrada entre produtores, entidades representativas, laboratórios e órgãos oficiais. O fortalecimento da capacidade de diagnóstico, a padronização dos protocolos de vigilância e a rápida notificação de suspeitas são elementos centrais para evitar novos focos e garantir previsibilidade ao setor.
Nos próximos anos, o desafio será assegurar recursos técnicos e financeiros suficientes, manter a adesão dos produtores às medidas sanitárias e cumprir o cronograma de retirada da vacinação nas áreas controladas. Caso essas etapas sejam consolidadas, o Brasil poderá alcançar um novo patamar sanitário, com impacto direto na segurança da cadeia produtiva e na ampliação de oportunidades no mercado internacional.
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