Auditorias sanitárias devem abrir espaço para o peixe brasileiro no mercado russo a partir de 2026
A Rússia anunciou que realizará inspeções em frigoríficos brasileiros de pescado com o objetivo de habilitar unidades nacionais para exportar ao mercado russo. A iniciativa integra a estratégia de ampliação das relações comerciais entre os dois países no setor de alimentos e pode representar uma nova oportunidade para a cadeia pesqueira do Brasil.
Auditorias sanitárias terão etapas virtuais e presenciais
De acordo com o cronograma divulgado pelo Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), o processo de avaliação será dividido em duas fases. A primeira ocorrerá de forma remota, com visitas virtuais programadas para fevereiro de 2026, envolvendo cinco plantas brasileiras de processamento de pescado.
Na sequência, está prevista uma segunda etapa com auditorias presenciais mais amplas, que devem acontecer no terceiro trimestre de 2026. Ao longo desse processo, as empresas interessadas precisarão comprovar que atendem integralmente às exigências sanitárias estabelecidas pelas autoridades russas. As unidades aprovadas poderão ser oficialmente habilitadas para exportar peixe e produtos derivados para a Rússia.
Demanda crescente impulsiona interesse russo por novos fornecedores
Segundo o Rosselkhoznadzor, há um aumento no número de produtores brasileiros que buscam a habilitação para acessar o mercado russo, mesmo aqueles que ainda não mantêm relações comerciais com o país. Esse movimento acompanha o crescimento da demanda russa por pescado importado.
Dados do comércio internacional indicam que, em 2025, a Rússia importou US$ 188,3 milhões em pescado da China, o maior volume registrado em dez anos. O valor representa um crescimento de 34% em relação ao ano anterior, sinalizando uma expansão consistente das compras externas e a abertura de espaço para novos fornecedores internacionais.
Relação comercial entre Brasil e Rússia e oportunidade para o pescado
Atualmente, as exportações brasileiras para a Rússia concentram-se principalmente em carnes bovina e de aves, além de queijo, ração animal e aditivos. A entrada do pescado na pauta exportadora pode contribuir para diversificar o comércio bilateral.
Essa diversificação é considerada relevante porque a balança comercial entre os dois países tem sido tradicionalmente desfavorável ao Brasil, sobretudo em função das importações de fertilizantes e combustíveis russos. A habilitação de frigoríficos de pescado pode, portanto, ampliar o portfólio de produtos brasileiros e reduzir a dependência de poucos itens na relação comercial.
Conclusão
O plano russo de inspeção em frigoríficos brasileiros de pescado representa um passo concreto para a ampliação do comércio bilateral no setor de alimentos. A definição de um cronograma claro, com auditorias virtuais em fevereiro de 2026 e visitas presenciais no segundo semestre do ano, cria previsibilidade para as empresas interessadas e sinaliza disposição das autoridades russas em avaliar novos fornecedores.
Do ponto de vista econômico, o movimento ocorre em um contexto de aumento significativo da demanda russa por pescado importado, evidenciado pelo crescimento das compras externas nos últimos anos. Para o Brasil, trata-se de uma oportunidade de inserir um novo produto em um mercado relevante, hoje fortemente atendido por países asiáticos, especialmente a China.
A possível habilitação de frigoríficos brasileiros também tem implicações estratégicas para a relação comercial entre os dois países. Ao diversificar a pauta de exportações, o Brasil pode reduzir a concentração em carnes e ampliar sua presença em segmentos com potencial de crescimento, contribuindo para equilibrar uma balança comercial historicamente deficitária.
Os próximos passos envolvem o cumprimento rigoroso das exigências sanitárias, a coordenação entre empresas e autoridades brasileiras e a capacidade do setor pesqueiro nacional de atender, de forma competitiva, às demandas do mercado russo. O principal risco está na limitação do número de plantas habilitadas ou na necessidade de ajustes estruturais, que podem exigir investimentos adicionais. Ainda assim, a iniciativa marca um avanço relevante e pode abrir caminho para novos acordos e maior integração do pescado brasileiro às cadeias globais de exportação.
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