Iniciativa busca proteger material genético de Hereford e Braford diante de riscos sanitários
A criação de um banco genético para preservar as raças bovinas do Rio Grande do Sul passou a ganhar apoio dentro da cadeia da carne. A proposta é liderada pela Associação Brasileira de Hereford e Braford, que defende a medida como estratégica para garantir segurança sanitária, produtiva e patrimonial da pecuária regional.
Preservação genética como ferramenta de proteção produtiva
A entidade avalia que a inexistência de uma reserva estruturada de material genético, principalmente embriões das principais raças de corte, representa um ponto de vulnerabilidade. Em situações de emergência sanitária, a perda de rebanhos poderia comprometer décadas de seleção genética e reduzir a oferta de carne de qualidade.
A proposta prevê a formação de um repositório com amostras representativas das raças mais relevantes para o sistema produtivo do Sul. Esse banco funcionaria como um mecanismo de recuperação dos plantéis, permitindo recompor características produtivas e adaptativas desenvolvidas ao longo dos anos.
Risco sanitário reforça a necessidade da medida
O debate ganha força devido ao cenário sanitário do Rio Grande do Sul. O estado não realiza mais a vacinação contra febre aftosa, enquanto países vizinhos ainda mantêm a imunização. Essa diferença eleva a preocupação com uma possível introdução do vírus e seus impactos sobre o patrimônio genético local.
Segundo representantes do setor, um eventual surto poderia causar perdas irreversíveis nas genéticas Hereford e Braford desenvolvidas na região, que hoje são referência em sistemas voltados à produção de carne premium.
Momento positivo da pecuária estimula debate
A discussão ocorre em um ciclo considerado favorável para a atividade pecuária. Há retenção de matrizes, valorização dos animais de reposição e aumento da demanda global por proteína de qualidade. Além disso, áreas antes ocupadas exclusivamente pela agricultura voltam a incorporar a pecuária, ampliando o potencial produtivo.
Nesse contexto, a preservação genética é vista como fundamental para sustentar a competitividade no longo prazo e aproveitar o cenário de mercado.
Conclusão
A proposta de criação de um banco genético para as raças bovinas do Rio Grande do Sul reúne elementos sanitários, produtivos e estratégicos que a colocam no centro do debate sobre segurança pecuária no país. Ao prever a formação de um repositório com embriões e outros materiais genéticos, a iniciativa busca assegurar a continuidade de linhagens desenvolvidas ao longo de décadas, especialmente das raças Hereford e Braford, que têm papel relevante na produção de carne de qualidade.
O contexto sanitário regional é um dos principais fatores que impulsionam a discussão. A condição de área sem vacinação contra febre aftosa, combinada com a proximidade de países que ainda imunizam seus rebanhos, amplia a percepção de risco. Nesse cenário, a existência de uma reserva genética estruturada funcionaria como instrumento de recuperação rápida dos plantéis em caso de crise, reduzindo impactos econômicos e produtivos.
Do ponto de vista de mercado, a proposta surge em um momento de ciclo pecuário favorável, com retenção de matrizes, valorização dos animais de reposição e crescimento da demanda internacional por carne de maior qualidade. A preservação genética passa a ser entendida não apenas como medida de proteção, mas também como componente estratégico para manter padrões produtivos e competitividade no longo prazo.
A iniciativa ainda depende de avanços institucionais, incluindo a definição de modelo de governança, fontes de financiamento e participação de outras entidades da cadeia da carne e do poder público. Entre os desafios estão a viabilidade econômica do projeto, a padronização dos protocolos de coleta e armazenamento e a garantia de representatividade genética.
Caso seja implementado, o banco genético poderá se consolidar como ferramenta de segurança alimentar e patrimonial, além de servir como referência para outras regiões pecuárias do Brasil. O avanço das discussões e a articulação entre setor privado e governo serão determinantes para transformar a proposta em política efetiva e operacional.
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