Peste Suína Africana Retorna à Região de Barcelona Após 30 anos e Acende Alerta Global ao Brasil
A confirmação do reaparecimento da Peste Suína Africana (PSA) na Catalunha, Espanha, após mais de três décadas sem registros, desencadeou um alerta sanitário internacional. O novo foco da doença foi identificado em javalis selvagens na província de Barcelona, reacendendo preocupações sobre os riscos de disseminação para países livres da enfermidade — entre eles, o Brasil.
Primeiros casos confirmados após 31 anos
Na última sexta-feira, 26 de novembro de 2025, autoridades espanholas confirmaram oficialmente que javalis encontrados na região estavam infectados com o vírus da PSA, o primeiro registro desde 1994.
Até 2 de dezembro, um total de nove javalis de vida livre já haviam sido diagnosticados com a doença. Apesar disso, nenhum caso foi identificado em suínos domésticos, o que é crucial para evitar perdas agrícolas ainda maiores.
Descoberta de 50 javalis mortos intensifica a gravidade
O surto tomou proporções mais preocupantes quando equipes de fiscalização localizaram cerca de 50 javalis mortos próximo ao ponto inicial do foco, no Parque Natural de Collserola — uma extensa área verde situada ao lado da zona urbana de Barcelona.
Esse achado evidenciou que o vírus circulava de forma agressiva e possivelmente silenciosa na população de javalis selvagens, aumentando a urgência das ações de contenção.
Perímetro de restrição e mobilização de mais de 250 agentes
Diante do avanço rápido da enfermidade, o governo regional decretou um perímetro de restrição sanitária de seis quilômetros ao redor da área afetada. Entre as medidas adotadas estão:
proibição da caça na região,
restrições ao trânsito de pessoas com animais domésticos,
e controle rigoroso de acesso a áreas naturais.
Para reforçar a contenção, foram mobilizados mais de 250 agentes, incluindo policiais, equipes ambientais e profissionais de vigilância sanitária. Eles atuam na:
remoção de carcaças,
coleta de amostras para diagnóstico,
e eliminação de possíveis fontes de disseminação.
O objetivo principal é impedir que o vírus ultrapasse as áreas já identificadas e atinja rebanhos comerciais.
Doença não afeta humanos, mas ameaça suinocultura mundial
Embora a PSA não represente risco à saúde humana, já que não é uma zoonose, a enfermidade é considerada uma das mais destrutivas para a suinocultura global. Sua ameaça se deve a três fatores principais:
Alta transmissibilidade, especialmente entre suínos e javalis.
Mortalidade elevada, muitas vezes superior a 90%.
Ausência de vacina ou tratamento eficaz, o que obriga países a adotarem medidas rígidas de biossegurança.
Além disso, o vírus possui a capacidade de sobreviver por longos períodos no ambiente, podendo permanecer ativo em:
roupas,
calçados,
veículos,
equipamentos,
e produtos de origem suína sem tratamento térmico.
Essa resistência torna o controle mais desafiador e amplia o risco de dispersão internacional.
Brasil reforça vigilância para manter status sanitário
No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reiterou que o país permanece oficialmente livre da PSA desde 1984. Porém, para manter esse status, o órgão reforçou a importância de:
vigilância contínua em portos, aeroportos e fronteiras;
controle de produtos e materiais provenientes de regiões afetadas;
adoção de protocolos sanitários estritos por criadores, técnicos e viajantes.
Segundo o Mapa, uma eventual introdução da PSA no país poderia causar impactos severos à cadeia suinícola, afetando desde pequenos produtores até grandes frigoríficos exportadores.
Alerta internacional cresce com risco ao comércio global
O ressurgimento da doença tão perto de uma grande área urbana europeia acionou um alerta global. Autoridades, produtores e entidades sanitárias do mundo todo acompanham com atenção os desdobramentos do surto, especialmente por seus potenciais efeitos sobre:
o comércio internacional de suínos e derivados,
o transporte de produtos agropecuários,
e o fluxo de viajantes entre países.
A reintrodução da PSA na Europa, após mais de 30 anos, reforça a necessidade de vigilância máxima para evitar que a doença alcance novos territórios.
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