Processamento cresce 101% na primeira quinzena de 2026, com avanço do etanol e maior participação do milho
A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil apresentou forte crescimento no início de janeiro de 2026. De acordo com dados consolidados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), as usinas da região processaram 605,09 mil toneladas nos primeiros 15 dias do mês, volume mais que duas vezes superior ao registrado no mesmo período da safra anterior.
Moagem cresce na fase de transição da safra
O volume processado na primeira quinzena de janeiro representa um avanço de quase 101% em relação à safra 2024/25, quando a moagem ficou em pouco mais de 301 mil toneladas. Os números fazem parte do ciclo 2025/26, que se estende de abril de 2025 a março de 2026.
Tradicionalmente, janeiro é considerado um período de transição no calendário da agroindústria sucroenergética, com menor ritmo industrial. Ainda assim, os dados indicam retomada mais intensa das operações neste início de ano, refletindo ajustes estratégicos das usinas e maior disponibilidade de matéria-prima em determinadas regiões.
Etanol avança e açúcar recua no comparativo anual
Na primeira metade de janeiro, a produção de açúcar totalizou 7,32 mil toneladas, resultado que representa uma queda superior a 30% frente ao mesmo intervalo da safra anterior. O recuo está associado ao período de entressafra e à menor destinação da cana para a fabricação do adoçante.
Em sentido oposto, a produção de etanol somou 427,42 milhões de litros, crescimento de aproximadamente 16% na comparação anual. Desse total, 244,93 milhões de litros correspondem ao etanol hidratado, com alta de cerca de 5,7%, enquanto o etanol anidro atingiu 182,49 milhões de litros, avanço expressivo de aproximadamente 33,8%.
Um dos destaques do período foi a participação do milho como matéria-prima. Cerca de 90% do etanol produzido na quinzena teve origem no cereal, totalizando 384,49 milhões de litros, volume 8,5% superior ao registrado no mesmo período da safra passada. O dado reforça a consolidação do milho como alternativa estratégica para a produção de biocombustíveis no Centro-Sul.
Operação industrial e qualidade da matéria-prima
Durante a primeira quinzena de janeiro, 27 unidades industriais estiveram em operação na região. Desse total, nove atuaram exclusivamente com cana-de-açúcar, dez foram dedicadas à produção de etanol a partir do milho e oito operaram de forma flexível, alternando entre as duas matérias-primas conforme as condições de mercado. Ao final do período, cinco unidades encerraram suas atividades industriais.
Em relação à qualidade da cana processada, o indicador ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) alcançou 132,95 quilos por tonelada, desempenho superior ao observado no mesmo período da safra anterior, quando o índice foi de 118,32 kg/ton. A melhora indica maior eficiência potencial na produção de açúcar e etanol a partir da matéria-prima disponível.
Conclusão
Os dados divulgados pela Unica mostram que o início de janeiro de 2026 foi marcado por uma retomada significativa da moagem de cana no Centro-Sul, mesmo em um período tradicionalmente classificado como de transição dentro da safra sucroenergética. O crescimento expressivo do volume processado sinaliza maior dinamismo operacional das usinas e melhor aproveitamento da capacidade industrial neste começo de ano.
Ao mesmo tempo, a redução na produção de açúcar, combinada com o avanço consistente do etanol, evidencia uma estratégia clara do setor em priorizar biocombustíveis, especialmente diante da maior competitividade do etanol anidro e da crescente relevância do milho como insumo. A forte participação do cereal na produção total reforça uma tendência estrutural, que amplia a flexibilidade das usinas e reduz a dependência exclusiva da cana-de-açúcar.
A melhora no ATR indica que, além do aumento de volume, a qualidade da matéria-prima também contribuiu para resultados mais eficientes no período. Esse conjunto de fatores sugere um cenário de adaptação do setor às condições de mercado, aos preços relativos dos produtos e às demandas energéticas.
Para os próximos meses, o desafio será manter o equilíbrio entre açúcar e etanol, garantir eficiência econômica das unidades industriais e acompanhar a evolução da oferta de milho e cana. Os números iniciais de janeiro apontam para uma safra mais diversificada e estrategicamente ajustada, com impactos relevantes para o mercado de combustíveis, para a indústria sucroenergética e para a matriz energética brasileira.
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