Produtores seguram vendas mesmo com oportunidades pontuais de preços nos terminais de exportação
O mercado brasileiro de soja mantém ritmo moderado de negociações. Apesar de alguma atividade nos portos, o volume comercializado segue reduzido no interior do país. A principal razão é a postura do produtor, que continua retendo a oferta à espera de condições mais favoráveis de preço.
Portos registram negócios isolados, sem destravar vendas
Nos terminais portuários, especialmente no Paraná, surgiram oportunidades pontuais com valores firmes. No entanto, esses movimentos não foram suficientes para impulsionar o fluxo de comercialização no mercado interno.
A combinação de prêmios praticamente estáveis, dólar sem força direcional e volatilidade no cenário externo mantém o mercado físico travado. Com isso, os preços mais elevados nos portos não geram estímulo suficiente para vendas mais agressivas.
Chicago recua após máximas e influencia formação de preços
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja passaram por realização de lucros após atingirem o maior nível em cerca de 20 meses. O movimento pressionou as cotações e trouxe cautela para a precificação no Brasil.
Mesmo com a correção, fatores de sustentação seguem no radar do mercado:
margens positivas de esmagamento
expectativa de aumento da demanda por biodiesel nos Estados Unidos
possível retomada das compras chinesas
Por outro lado, o ritmo mais fraco das exportações norte-americanas limita avanços mais consistentes.
Também estão em discussão nos Estados Unidos mudanças nas regras de mistura de biocombustíveis. A redistribuição das obrigações antes concedidas a pequenas refinarias pode elevar a demanda por óleo de soja, mas enfrenta resistência do setor de combustíveis, que teme aumento de custos.
Colheita avança, mas produtor mantém estratégia de retenção
No Brasil, a colheita progride sem impacto direto sobre o volume de negócios. Com boa capitalização, o produtor adota postura cautelosa e aguarda:
valorização do dólar
recuperação das cotações em Chicago
prêmios mais atrativos nos portos
Essa estratégia reduz a oferta imediata de grandes lotes, o que explica o baixo número de operações no mercado spot.
Cotações apresentam variações pontuais nas regiões
Os preços da soja tiveram oscilações regionais, sem tendência uniforme:
Passo Fundo (RS): de R$ 121 para R$ 122/sc
Santa Rosa (RS): de R$ 122 para R$ 123/sc
Cascavel (PR): R$ 117/sc (estável)
Rondonópolis (MT): R$ 107/sc (estável)
Dourados (MS): de R$ 108 para R$ 109,50/sc
Rio Verde (GO): R$ 108/sc (estável)
Paranaguá (PR): R$ 128/sc (estável)
Rio Grande (RS): de R$ 130 para R$ 129/sc
Os portos continuam pagando mais que o interior, mas o diferencial ainda não é suficiente para estimular maior liquidez.
Conclusão
O mercado brasileiro de soja atravessa um momento de lateralização, marcado por negócios pontuais e baixa fluidez nas vendas. Mesmo com alguma movimentação nos portos e preços relativamente firmes nas exportações, a estratégia do produtor de segurar a oferta mantém o mercado interno travado. A combinação de prêmios estáveis, câmbio sem impulso e a recente correção em Chicago reforça a postura cautelosa dos vendedores.
No cenário internacional, os fundamentos continuam mistos. Há suporte vindo das margens de esmagamento positivas, da perspectiva de maior demanda por biodiesel nos Estados Unidos e da possibilidade de retomada das compras chinesas. Entretanto, o desempenho mais fraco das exportações norte-americanas e as incertezas regulatórias no setor de biocombustíveis limitam movimentos mais consistentes de alta.
No Brasil, o avanço da colheita sem aceleração das vendas indica que o produtor permanece capitalizado e disposto a esperar por melhores oportunidades. Esse comportamento reduz a disponibilidade de grandes volumes no mercado spot e mantém as negociações concentradas em operações específicas.
Para o curto prazo, três fatores seguem determinantes: a direção do dólar, o comportamento dos contratos em Chicago e a estratégia comercial do produtor durante o pico da colheita. Enquanto esses elementos não convergirem para patamares mais atrativos de preço, a tendência é de continuidade do ritmo lento de comercialização, com oscilações regionais nas cotações e maior dinamismo restrito aos portos.
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