Mercado de Soja no Brasil Registra Pouca Movimentação e Preços com Comportamento Misto
Baixa liquidez marca o mercado físico da soja no país
No dia 21 de janeiro de 2026, o mercado físico da soja no Brasil apresentou baixa liquidez e número reduzido de negociações, refletindo principalmente a postura cautelosa dos produtores rurais. A resistência em avançar nas vendas está diretamente relacionada ao ritmo ainda limitado da colheita da safra 2025/26, que avança de forma gradual em várias regiões produtoras.
Como consequência, o ambiente de negócios seguiu travado, com pouca movimentação comercial e preços que oscilaram de forma moderada, variando conforme a praça analisada. Em grande parte do país, as cotações permaneceram estáveis ou apresentaram leve tendência de baixa, sem estímulos suficientes para destravar o mercado.
Fatores internos e externos influenciam o comportamento dos preços
De acordo com analistas da Safras & Mercado, o cenário interno da soja foi impactado por uma combinação de fatores externos e domésticos. Apesar da valorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago, outros elementos acabaram limitando o repasse desse movimento positivo para o mercado brasileiro.
Entre os principais pontos de pressão, destacam-se a queda do dólar frente ao real e a redução dos prêmios de exportação, fatores que neutralizaram parte dos ganhos externos. Assim, mesmo com sinais positivos no mercado internacional, os preços internos se mantiveram estáveis ou registraram pequenas correções negativas em algumas regiões.
Principais cotações da soja no mercado físico brasileiro
Preços da saca de 60 kg nas principais praças
As cotações da soja no mercado físico brasileiro apresentaram o seguinte comportamento no período analisado:
Passo Fundo (RS): estável em R$ 126,00
Santa Rosa (RS): manteve-se em R$ 127,00
Cascavel (PR): única praça com alta, passando de R$ 120,00 para R$ 121,00
Rondonópolis (MT): recuo de R$ 113,00 para R$ 112,00
Dourados (MS): queda de R$ 112,00 para R$ 111,00
Rio Verde (GO): estabilidade em R$ 111,00
Paranaguá (PR): manteve R$ 131,00
Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 130,00
Dessa forma, Cascavel (PR) foi a única região a registrar valorização no preço da soja no período. As demais praças oscilaram entre estabilidade e leves quedas, reforçando o cenário de mercado lateralizado.
Mercado internacional sustenta viés positivo, mas câmbio limita impacto
Chicago fecha em alta com expectativa de maior demanda
No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o pregão em alta. Esse movimento foi sustentado, sobretudo, por expectativas de aumento da demanda global, com destaque para sinais de aproximação diplomática entre Estados Unidos e China.
Essas sinalizações reforçam a possibilidade de novas compras chinesas, o que tende a sustentar os preços no mercado internacional no curto e médio prazo.
Dólar mais fraco reduz competitividade das exportações
Entretanto, no Brasil, a desvalorização do dólar frente ao real diminuiu a atratividade das exportações, reduzindo a competitividade da soja brasileira no mercado externo. Com isso, a alta registrada em Chicago teve impacto limitado sobre os preços domésticos, mantendo o mercado interno sob pressão.
Clima e colheita: atrasos pontuais sem impacto produtivo
Além dos fatores econômicos, o andamento da colheita também influenciou o mercado. Em algumas áreas do Centro-Oeste e do Matopiba — região que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — foram registrados atrasos pontuais nos trabalhos de campo, causados por precipitações recentes.
Apesar disso, especialistas afirmam que esses atrasos não comprometem o potencial produtivo da safra brasileira, que segue com boas perspectivas no cenário geral.
Perspectivas para o mercado da soja
Diante desse contexto, o mercado de soja no Brasil segue marcado por cautela, baixa liquidez e preços mistos. A evolução da colheita, o comportamento do câmbio, os prêmios de exportação e o cenário internacional continuarão sendo determinantes para a definição dos preços nas próximas semanas.
Enquanto isso, produtores permanecem atentos aos movimentos do mercado, aguardando condições mais favoráveis para comercialização.
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