Exportadores de Carne Bovina Pedem Medidas Urgentes ao Governo para Enfrentar Salvaguardas da China
Setor alerta para impactos nas exportações, preços internos e competitividade do agronegócio brasileiro
Representantes das principais entidades ligadas à exportação de carne bovina do Brasil formalizaram, nesta semana, uma série de pedidos ao governo federal com o objetivo de reduzir os impactos das salvaguardas impostas pela China, principal destino da proteína bovina brasileira. As solicitações foram encaminhadas por meio de ofícios a diferentes ministérios e reforçam a necessidade de ações imediatas diante de um cenário considerado altamente desafiador para toda a cadeia produtiva.
Principais demandas do setor exportador
De acordo com comunicado conjunto da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as entidades defendem um conjunto de medidas estruturais e emergenciais. Entre os principais pleitos apresentados ao governo estão:
A criação de linhas de crédito específicas para produtores rurais e indústrias frigoríficas;
A abertura de negociações diretas com o governo chinês, visando a revisão ou até a revogação das salvaguardas;
O estabelecimento de regras claras, oficiais e transparentes para a distribuição das cotas de exportação destinadas ao mercado chinês.
Segundo o setor, essas ações são fundamentais para evitar desequilíbrios econômicos e garantir previsibilidade às empresas exportadoras.
Como funcionam as salvaguardas impostas pela China
Cotas e tarifas adicionais elevam o nível de preocupação
As medidas de salvaguarda anunciadas pelo Ministério do Comércio da China no final de 2025 passaram a vigorar neste ano e estabelecem limites rígidos às importações de carne bovina. O mecanismo prevê:
Cotas anuais de importação por país;
Aplicação de tarifa adicional de até 55% sobre os volumes que ultrapassarem o limite definido.
Para 2026, o Brasil recebeu uma cota de 1,1 milhão de toneladas isentas da sobretaxa, número considerado significativamente inferior ao histórico recente. Em 2025, por exemplo, as exportações brasileiras de carne bovina para a China alcançaram aproximadamente 1,5 milhão de toneladas.
Riscos de instabilidade no mercado interno e externo
Falta de regras pode gerar corrida desordenada pelas cotas
Na avaliação da Abiec e da Abrafrigo, a redução do volume permitido pode provocar uma corrida desorganizada entre as empresas para acessar as cotas disponíveis. Como consequência, o setor teme:
Instabilidade nos embarques ao longo do ano;
Impactos negativos na formação de preços do boi gordo no mercado interno;
Distorções nos preços dos cortes bovinos no mercado internacional.
Além disso, a ausência de uma regulamentação oficial para a distribuição das cotas é apontada como um fator de risco adicional, com potencial para gerar insegurança jurídica e concorrência desigual entre os frigoríficos.
Defesa de regulação oficial e diversificação de mercados
Outro ponto central destacado nos ofícios é a necessidade de que a distribuição das cotas seja feita por meio de normas governamentais formais, e não por acordos privados entre empresas. Segundo as entidades, esse modelo é essencial para evitar distorções concorrenciais e preservar a integridade do setor exportador.
Paralelamente, Abiec e Abrafrigo também defendem um esforço coordenado do governo para diversificar os mercados compradores da carne bovina brasileira, reduzindo a dependência estrutural da China e ampliando a presença do produto nacional em outras regiões do mundo.
Governo recebe propostas e avalia próximos passos
As demandas do setor foram encaminhadas a autoridades estratégicas, entre elas o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ambos receberam oficialmente os pleitos e devem conduzir as próximas etapas de diálogo, tanto com o governo chinês quanto com representantes da indústria brasileira.
Perspectivas para o agronegócio brasileiro
Analistas de mercado avaliam que, apesar da possibilidade de retração nos embarques para a China em 2026, o agronegócio brasileiro segue em movimento de adaptação. O setor aposta na diversificação de destinos, no fortalecimento de acordos multilaterais e na ampliação da competitividade global para mitigar os efeitos das restrições e manter o protagonismo do Brasil no comércio internacional de carne bovina.
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