Solo encharcado limita consumo no cocho e pode comprometer ganho de peso
O período das águas favorece a produção de pasto e abre espaço para intensificar a recria e a engorda. Entretanto, o excesso de umidade no solo pode prejudicar o consumo de suplementos minerais e proteicos, exigindo ajustes no manejo para evitar perdas de desempenho.
Lama ao redor do cocho reduz consumo do suplemento
Áreas encharcadas próximas aos cochos dificultam o deslocamento do rebanho. O barro cria um ponto de estrangulamento operacional, reduzindo a frequência de visita dos animais ao suplemento. Em alguns casos, ocorre dominância de indivíduos, o que limita o acesso do restante do lote.
Como consequência, o consumo planejado não é atingido. Em sistemas de recria, nos quais a suplementação nas águas é utilizada para diluir o custo do bezerro, a queda na ingestão impacta diretamente o ganho médio diário e a eficiência econômica da atividade.
Suplemento continua essencial mesmo com pasto abundante
Apesar da oferta de forragem verde, a suplementação mantém papel estratégico. O objetivo principal é fornecer nutrientes às bactérias do rúmen, responsáveis pela digestão da fibra do capim. Formulações com proteína, energia e aditivos, como ionóforos, favorecem microrganismos mais eficientes e aumentam a digestibilidade da forragem.
Quando o consumo do suplemento é insuficiente, a eficiência ruminal diminui. Dessa forma, o animal deixa de aproveitar o potencial nutricional do pasto disponível, reduzindo o desempenho produtivo.
Troca de suplemento exige adaptação gradual
A substituição de formulações deve ocorrer de forma escalonada, mesmo quando os produtos são da mesma marca. A recomendação técnica é realizar a transição ao longo de cerca de nove dias, utilizando proporções progressivas entre o suplemento antigo e o novo.
Esse manejo evita desequilíbrios na microbiota ruminal e mantém a estabilidade da curva de ganho de peso.
Umidade elevada aumenta desafios sanitários e de manejo
Ambientes excessivamente úmidos favorecem a formação de lama ao redor dos cochos, a contaminação do suplemento e o empedramento do sal, o que gera desperdício. Além disso, o manejo se torna mais difícil e o tempo efetivo de pastejo tende a diminuir.
Essas condições também ampliam o risco de problemas sanitários, exigindo maior atenção por parte do produtor.
Estratégias para manter o desempenho nas chuvas
Para preservar a eficiência da suplementação durante o período chuvoso, algumas medidas são recomendadas:
instalar cochos em locais elevados e com boa drenagem;
utilizar pisos compactados ou cascalhados;
ajustar a lotação para reduzir o pisoteio;
monitorar o consumo real do suplemento;
garantir oferta contínua e produto com boa fluidez.
Essas práticas facilitam o acesso ao cocho e ajudam a manter o consumo adequado, mesmo em condições de alta umidade.
Conclusão
O excesso de umidade no período das águas, embora esteja associado à maior disponibilidade de pasto, pode comprometer a eficiência da suplementação e limitar o desempenho do rebanho. A formação de lama ao redor dos cochos reduz o consumo planejado, afeta o funcionamento do rúmen e diminui o aproveitamento nutricional da forragem, impactando diretamente o ganho de peso e os resultados econômicos da recria e da engorda.
Nesse cenário, o suplemento continua sendo peça-chave para potencializar a digestão da fibra e manter a produtividade. No entanto, sua eficácia depende do acesso adequado dos animais e da regularidade no consumo. Problemas como contaminação, empedramento do sal e dificuldades de reposição reforçam a necessidade de ajustes estruturais e operacionais durante o período chuvoso.
A adoção de práticas como posicionamento correto dos cochos, melhoria da drenagem, controle da lotação e acompanhamento do consumo real do suplemento permite mitigar perdas e manter a eficiência do sistema. Além disso, a transição gradual entre formulações evita desequilíbrios ruminais e contribui para a estabilidade do ganho de peso.
Diante da intensificação dos sistemas de produção e da busca por maior eficiência nas águas, o manejo adequado da suplementação em ambientes úmidos torna-se um fator determinante para o desempenho zootécnico e para a rentabilidade da pecuária. O desafio dos próximos ciclos será alinhar infraestrutura, nutrição e manejo para garantir que a abundância de pasto se traduza, de fato, em maior produtividade por animal e por área.
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