Brasil Registra Menor Volume de Exportação de Etanol em Oito Anos, Apontam Dados Oficiais
O desempenho das exportações brasileiras de etanol em 2025 ficou bem abaixo do observado nos últimos anos. De acordo com levantamento da consultoria Datagro, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil registrou o menor volume anual exportado desde 2017, evidenciando um cenário de retração no comércio exterior do biocombustível.
Exportações de Etanol Recuam em 2025
Ao longo de 2025, o Brasil embarcou 1,612 bilhão de litros de etanol, volume que representa uma queda de 14,6% em relação a 2024. Além disso, o resultado ficou 20% abaixo da média registrada nos últimos cinco anos, confirmando o enfraquecimento das vendas externas do produto.
Esse desempenho colocou o país no menor patamar de exportações desde 2017, refletindo um ano marcado por menor competitividade e ajustes no mercado internacional de biocombustíveis.
Reação em Dezembro Não Reverte Tendência Anual
Apesar do cenário negativo ao longo do ano, houve uma reação pontual em dezembro. No último mês de 2025, os embarques alcançaram 173 milhões de litros, o que corresponde a um crescimento de 56,8% na comparação com dezembro de 2024.
Entretanto, mesmo com essa recuperação, o volume exportado em dezembro ainda ficou 6,3% abaixo da média histórica para o mês, indicando que a melhora foi parcial e insuficiente para compensar as perdas acumuladas ao longo do ano.
Receitas com Exportações Também Registram Queda
O recuo no volume exportado impactou diretamente as receitas do setor. Em 2025, as vendas externas de etanol geraram US$ 934 milhões, valor 11,2% menor do que o registrado no ano anterior.
Esse resultado ocorreu mesmo com uma leve valorização do preço médio por litro, que passou de US$ 0,56 em 2024 para US$ 0,58 em 2025.
Desempenho Positivo da Receita em Dezembro
Em dezembro, no entanto, a receita apresentou melhora significativa. O faturamento com exportações atingiu US$ 101 milhões, representando uma alta de 67,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse avanço foi impulsionado tanto pelo aumento do volume embarcado quanto pela recuperação dos preços internacionais.
Principais Destinos do Etanol Brasileiro
Coreia do Sul Lidera as Importações
No último mês de 2025, a Coreia do Sul manteve-se como o principal destino do etanol brasileiro. O país asiático importou 98 milhões de litros, o equivalente a 56,5% de todo o volume exportado em dezembro.
Além da Coreia do Sul, os Países Baixos (Holanda) e as Filipinas também figuraram entre os principais mercados compradores no período.
Comportamento dos Mercados ao Longo do Ano
No acumulado de 2025, a Coreia do Sul seguiu como o maior importador, com 780 milhões de litros, volume praticamente estável em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos apareceram como o segundo principal destino, com 253 milhões de litros, embora tenham registrado uma queda de 18,4% nas compras em comparação com 2024.
Por outro lado, os Países Baixos apresentaram crescimento expressivo, com uma alta de 45,3% no volume importado ao longo do ano.
Avanços e Recuos em Outros Destinos
Outros mercados apresentaram comportamentos distintos. Houve expansão das importações por países como Gana e Camarões, enquanto Filipinas e Nigéria reduziram de forma significativa suas aquisições de etanol brasileiro em 2025.
Importações Brasileiras de Etanol Aumentam em 2025
Em sentido oposto ao das exportações, as importações brasileiras de etanol cresceram de forma expressiva no último ano. O volume importado somou 319 milhões de litros, o que representa um aumento de 66,2% em relação a 2024.
Esse foi o maior volume importado desde 2021, com destaque para a origem do produto, principalmente dos Estados Unidos, além de Paraguai e Argentina.
Fatores que Influenciaram o Desempenho do Setor
Analistas do mercado apontam que diversos fatores contribuíram para o recuo das exportações brasileiras de etanol em 2025. Entre eles estão:
Oscilações nos preços internacionais do biocombustível;
Aumento da concorrência com outros países fornecedores;
Mudanças no padrão de demanda global por biocombustíveis;
Ajustes nas políticas energéticas de mercados importadores.
Diante desse cenário, o desempenho das exportações deverá ser acompanhado de perto por produtores, investidores e formuladores de políticas públicas, especialmente considerando os compromissos climáticos do Brasil e as estratégias de comércio exterior do setor sucroenergético nos próximos anos.
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