Vendas externas crescem com força e reforçam o papel do agro na balança comercial brasileira
O agronegócio voltou a desempenhar papel central no comércio exterior brasileiro. Em fevereiro, o país registrou o maior volume de exportações já observado para o mês, resultado impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por commodities e produtos agropecuários.
Exportações atingem maior nível histórico para fevereiro
Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que o Brasil exportou US$ 26,3 bilhões em fevereiro. O valor representa um crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês de 2025, demonstrando a expansão das vendas externas brasileiras.
O desempenho também se refletiu na balança comercial. Com importações de US$ 22,1 bilhões, o país encerrou o mês com superávit de US$ 4,2 bilhões. Já a corrente de comércio, que corresponde à soma de exportações e importações, atingiu US$ 48,4 bilhões.
O resultado foi destacado pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, que afirmou que o país alcançou recorde histórico para o mês de fevereiro tanto nas exportações quanto na corrente de comércio.
Agropecuária contribui para o avanço das vendas externas
Entre os setores responsáveis pelo desempenho positivo, a agropecuária teve participação relevante. As exportações do segmento cresceram cerca de US$ 0,3 bilhão, o que representa alta de aproximadamente 6,1% na comparação com fevereiro de 2025.
Outros setores também contribuíram para o resultado geral do comércio exterior. A indústria extrativa apresentou forte expansão, com aumento superior a US$ 2,3 bilhões nas exportações. Já os produtos da indústria de transformação registraram crescimento próximo de US$ 0,85 bilhão no período analisado.
No caso das importações, a agropecuária apresentou movimento contrário. As compras externas do setor recuaram cerca de US$ 110 milhões, o equivalente a uma queda aproximada de 20% na comparação anual.
Resultado do primeiro bimestre de 2026
O desempenho positivo também aparece nos números acumulados do início do ano. Entre janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 51 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 42,9 bilhões.
Com isso, o país registrou superávit comercial de US$ 8 bilhões no primeiro bimestre. No mesmo período, a corrente de comércio alcançou US$ 93,82 bilhões.
Na comparação com os dois primeiros meses de 2025, as exportações cresceram 5,8%, enquanto as importações apresentaram queda de 7,3%. Esse cenário indica maior competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
Conclusão
O desempenho do comércio exterior brasileiro em fevereiro confirma a importância estratégica do agronegócio para a economia nacional. O recorde histórico de exportações para o mês, aliado ao superávit comercial expressivo, demonstra a capacidade do país de ampliar sua presença no mercado global, especialmente em um cenário de forte demanda por alimentos, matérias-primas e commodities agrícolas.
Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que o avanço das exportações não depende apenas de um setor isolado, mas resulta de uma combinação entre agropecuária, indústria extrativa e indústria de transformação. Ainda assim, o agronegócio continua sendo um dos principais pilares da balança comercial brasileira, contribuindo para a geração de divisas e para a estabilidade das contas externas do país.
No início de 2026, o saldo positivo acumulado de US$ 8 bilhões e o crescimento das exportações indicam que o Brasil mantém competitividade relevante no cenário internacional. A redução das importações também contribuiu para fortalecer o superávit comercial, refletindo ajustes na dinâmica do comércio exterior.
O comportamento do mercado internacional ao longo do ano será determinante para a continuidade desse ritmo. Fatores como demanda global por alimentos, variações cambiais, condições climáticas e políticas comerciais de grandes parceiros econômicos podem influenciar diretamente o desempenho das exportações brasileiras.
Se o atual cenário de demanda permanecer favorável, a tendência é que o agronegócio continue sustentando a expansão do comércio exterior ao longo de 2026. Nesse contexto, o setor seguirá desempenhando papel central na economia brasileira, reforçando sua posição como um dos motores do crescimento e da geração de receitas externas para o país.
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