Setor mantém superávit de US$ 9,2 bilhões e responde por 42,8% das exportações do país
O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com forte participação no comércio exterior. Em janeiro, o setor somou US$ 10,8 bilhões em exportações, consolidando-se como um dos principais pilares da balança comercial. Mesmo com leve retração no valor total frente ao mesmo período de 2025, o desempenho foi impulsionado pelo aumento do volume embarcado.
Resultado mensal e participação no comércio exterior
O montante exportado em janeiro representa uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No entanto, o volume físico embarcado cresceu 7,0%. Isso indica que houve expansão nos envios ao exterior, apesar da redução dos preços médios internacionais.
Entre os fatores que pressionaram os valores está a retração do Índice de Preços de Alimentos da FAO em janeiro na comparação com dezembro de 2025. Ainda assim, o desempenho registrado foi o terceiro maior da série histórica para o mês.
No período, o agronegócio respondeu por cerca de 42,8% de todas as exportações brasileiras, reforçando sua relevância estratégica para a economia nacional.
Superávit comercial permanece elevado
As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,7 bilhão em janeiro, recuo de 11,2% na comparação anual. Com exportações muito superiores às compras externas, o setor registrou superávit de US$ 9,2 bilhões.
O saldo positivo ficou praticamente estável frente ao resultado observado em janeiro do ano anterior, mantendo o agronegócio como principal responsável pelo equilíbrio da balança comercial brasileira.
Principais mercados compradores
A China permaneceu como maior destino das exportações do agro brasileiro. O país asiático adquiriu aproximadamente US$ 2,1 bilhões em produtos, o equivalente a 20% do total embarcado.
A União Europeia ocupou a segunda posição, com cerca de US$ 1,7 bilhão em compras. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com aproximadamente US$ 705 milhões.
Além dos parceiros tradicionais, houve crescimento relevante nas vendas para Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iêmen, Iraque, Chile, Arábia Saudita, Japão e Marrocos. Muitos desses mercados apresentaram altas percentuais expressivas nos valores importados.
Produtos que lideraram as exportações
Entre os principais segmentos exportadores em janeiro de 2026, destacam-se:
Carnes — US$ 2,58 bilhões, com avanço de 24% sobre janeiro de 2025 e participação de 24,0% no total exportado;
Complexo soja — US$ 1,66 bilhão, crescimento próximo de 50% na comparação anual;
Produtos florestais — US$ 1,38 bilhão;
Cereais, farinhas e preparações — US$ 1,12 bilhão;
Café — US$ 1,10 bilhão;
Complexo sucroalcooleiro — US$ 750 milhões.
O principal produto individual foi a carne bovina in natura, que alcançou US$ 1,3 bilhão em exportações, com volume de 231,8 mil toneladas. O item foi destinado a mais de 110 países, com expansão relevante, especialmente nas vendas para os Estados Unidos.
Produtos emergentes e diversificação da pauta
Itens menos tradicionais também registraram recordes históricos em janeiro, tanto em valor quanto em volume exportado. Entre eles estão:
Glicerina bruta, com maior resultado já registrado;
Óleo de milho, com forte crescimento nos embarques;
Mamão papaia fresco;
Pargos;
Cerveja e ovos.
Esses números demonstram ampliação da diversidade da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.
Fatores que impulsionaram o desempenho
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o resultado do mês é reflexo de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. Entre eles estão o fortalecimento das ações de sanidade animal e vegetal, que aumentaram a confiança dos importadores, e o reconhecimento internacional do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação.
Também contribuiu a retomada do status de país livre de influenza aviária após o controle de surto anterior. Além disso, negociações comerciais resultaram na eliminação de tarifas adicionais em mercados estratégicos, inclusive nos Estados Unidos para produtos como a carne bovina.
Outro ponto relevante foi a ampliação do acesso a novos destinos. Desde 2023, mais de 500 mercados foram abertos para produtos agropecuários brasileiros, sendo 10 somente em janeiro de 2026. Programas de capacitação e iniciativas de promoção comercial também reforçaram a inserção internacional do setor.
Conclusão
O desempenho do agronegócio brasileiro em janeiro de 2026 confirma a centralidade do setor na estrutura econômica do país. Mesmo diante da redução dos preços médios internacionais, o aumento do volume exportado sustentou um faturamento expressivo de US$ 10,8 bilhões e garantiu superávit de US$ 9,2 bilhões. A participação de 42,8% nas exportações totais demonstra a dependência da balança comercial brasileira em relação ao campo.
Os números evidenciam também uma combinação de fatores estruturais. A consolidação do status sanitário do Brasil, o reconhecimento como livre de febre aftosa sem vacinação e o controle da influenza aviária reforçam a credibilidade internacional. Paralelamente, a ampliação de mercados e a remoção de barreiras tarifárias ampliaram o acesso a compradores estratégicos, como Estados Unidos e países do Oriente Médio e da Ásia.
Setorialmente, carnes e complexo soja continuam como motores do desempenho externo. Entretanto, a presença crescente de produtos como glicerina bruta, óleo de milho, mamão papaia, pescado, cerveja e ovos revela uma diversificação relevante da pauta exportadora. Essa ampliação reduz riscos concentrados em poucos itens e amplia oportunidades comerciais.
No cenário internacional, a dinâmica de preços seguirá como variável determinante. A oscilação dos índices globais de alimentos pode pressionar receitas mesmo com expansão de volume. Por isso, a estratégia brasileira tende a combinar ganho de produtividade, abertura de novos mercados e valorização de atributos sanitários e ambientais.
Para os próximos meses, o desafio será manter competitividade em um ambiente global volátil, consolidar novos destinos recém-abertos e sustentar o ritmo de crescimento físico das exportações. O desempenho de janeiro indica base sólida, mas a continuidade dependerá da estabilidade sanitária, do avanço das negociações comerciais e da capacidade do setor de responder às exigências crescentes dos mercados internacionais.
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